7.1.12

É para atestar se faz favor!


Para mim o verdadeiro sinónimo de poupar não é comprar mais barato, é sim não gastar. Porém quando o aumento está próximo, e o gasto é inevitável, devemos aproveitar e utilizar esse desconto a nosso favor. Segunda-feira o preço do combustível deve aumentar significativamente, conforme anunciado ontem pelo Sapo, por isso aproveite este fim-de-semana e ateste. Consulte online qual a  gasolineira com o preço mais vantajoso na sua zona aqui.

No Domingo terminam as promoções de 75% deste folheto e Segunda-feira os 75% de desconto nas fraldas Happyjama (com o vale de 5€ da marca ainda recebe 1,60€ de volta). E se ainda não viu, consulte aqui este folheto que termina dia 15. Nós por cá já atestamos a despensa de massas, arroz, esparguete e enlatados, entre muitos outros artigos destes folhetos. 

E depois de atestar o carro e a despensa vá passear. Está sol e não há razão para ficar confinado ao sofá ou a um shopping. 

Bom fim-de-semana!

6.1.12

Passatempo Pré-Natal

Imagem mailing Pré-Natal

Habilite-se a ganhar um guarda-roupa para criança na Pré-Natal. Saiba mais sobre este passatempo aqui

Vamos ao Zoo


A Dona de Casa Actualizada anunciou e eu aproveito para divulgar, ao longo do mês de Janeiro o Zoo de Santo Inácio oferece dois bilhetes para criança na compra de um bilhete de adulto.

No site da Pumpkin poderá imprimir um cupão que vale um bilhete de criança para o Jardim Zoológico de Lisboa, na compra de dois bilhetes de adulto. 

Vamos ao Zoo?

5.1.12

Gosto


Gosto de acordar com tempo para o Afonso e de quando sou eu a levá-lo à ama. Gosto de ir olhando pelo espelho, a fazer caretas, e ouvir as gargalhadas dele. Gosto de chegar à hora de almoço, e estender a roupa ao sol. Gosto de lavar a loiça e dar um jeito na cozinha com a porta aberta. Gosto de abrir os estores e as janelas de par em par, porque apesar do frio, está sol e é tão bom deixá-lo entrar. Gosto de ir fazendo as minhas coisas no computador enquanto almoço e de ver o correio que o carteiro deixou de manhã. 

Gosto do meu novo portão, que finalmente está pronto e pendurado e funciona que é uma maravilha. Gosto tanto, tanto, que até sonhei com ele. O nosso antigo portão era tão antigo quanto a casa e não fechava mesmo nada bem. Ultimamente tinha de ser «literalmente» à martelada (tínhamos mesmo um martelo ao pé do portão!) e era um martírio. Os vizinhos e as pessoas que passavam na rua ficavam a olhar para nós a tentar a custo fechar o portão, fazendo um barulho muito semelhante a tiros com eco metálico. Acredito piamente que um portão novo a iniciar um ano novo só pode augurar qualquer coisa muito boa. Afinal de contas, o portão é uma passagem, e se tivermos uma boa entrada podemos receber melhor. É por lá que passamos depois de um dia de trabalho, num saudoso regresso a casa, e é por lá que entram os amigos e a família, cartas e encomendas, é também pelo portão que saem os desperdícios, o entulho das obras que vamos fazendo e o lixo. Por isso no meu juízo singular, o tão desejado portão, montado logo no inicio do ano, simboliza a entrada de coisas muito boas na nossa vida e a partida de coisas que não interessam a ninguém.

4.1.12

O enxoval

Fazer o enxoval não é coisa do passado, é um costume antigo que devemos recuperar porque cumpre simultaneamente dois propósitos, o simbólico, da projecção que antecede a concretização pessoal de determinado objectivo ou meta, e o financeiro, uma vez que permite uma melhor gestão das despesas. O enxoval permite a diluição de uma determinada despesa «mais pesada» no tempo, permitindo-nos viver sem sobressaltos nas alturas mais críticas.

Durante a minha gravidez fiz um enxoval para o Afonso absolutamente gratuito e apenas nos últimos meses investi no que me faltava. Fi-lo por receio, pois já tinha sofrido uma perda gestacional e desta forma adiei as compras o mais que pude. No entanto fui fazendo um enxoval com base em passatempos, amostras e roupinhas herdadas pela família, que ia lavando e guardando com carinho, cumprindo o ritual apaixonado comum a todas as mães, nos meses que antecedem a chegada de um filho. Ao fim de poucos meses, tinha caixotes cheios, de fraldas, pomadas, brinquedos, discos de amamentação, biberões, chuchas, a estrear e sem gastar um único tostão. O único dinheiro que ia gastando era em revistas para me entreter a ler e para concorrer aos passatempos. E li muito e concorri mais ainda.

Já depois do Afonsinho nascer iniciei um enxoval escolar, feito à base de prémios de passatempos, ofertas e amostras, que tem vindo a crescer e que não tardará a ser estreado.

Por isso aqui fica um conselho para estes tempos de crise faça um enxoval!

3.1.12

Filmes, bolachas e sofá


As nossas reclamações à Worten a propósito da instalação do ar condicionado ao longo de várias semanas, tiveram como resultado a devolução do valor da instalação. Tenho aprendido que devemos fazer sempre valer os nossos direitos e dentro do razoável devemos apresentar reclamação quando não estamos satisfeitos com um serviço prestado ou um artigo adquirido. Esta quantia simpática foi devolvida em vale oferta e muito embora ainda não tenhamos decidido o seu destino certo, estamos a considerar um Home Cinema. 

Na verdade não há programa familiar mais delicioso nos dias frios, do que ficarmos os três no sofá, tapados com mantas de lã, a comer bolachas de manteiga, a beber chazinho e a ver filmes. É que apesar deste sol que sempre vai espreitando, o frio acaba sempre por vingar. 

Obrigada Starfoods pelo excelente prémio! Assim até dá gosto começar o ano!

Aulas de desenvolvimento infantil

Imagem Chicco

Porque os pais não nascem ensinados a Chicco criou uma série de aulas de desenvolvimento infantil, com vista a dar aos pais os conhecimentos necessários para promover a estimulação e o desenvolvimento dos seus bebés. Se o assunto lhe interessa, inscreva-se gratuitamente na loja ou através do email sonia.peres@artsana.com. Estão já agendadas sessões em Janeiro e Fevereiro, no Leiria Shopping e no Centro Comercial Colombo, respectivamente. 

2.1.12

Passatempo com Pinta

Imagem Pumpkin

Participe no novo passatempo Pumpkin e habilite-se a ganhar um workshop de pinturas faciais Cócegas nos Pés. Os seus filhos vão adorar esta ideia ;).

1.1.12

Os Dinossauros em Lisboa


O ano começou em grande. Depois de uma passagem de ano em família, com a avó Suzette ao pé de nós, e um Afonso eléctrico a comer passas dos desejos desde as dez da noite, lá começámos o ano com muitos brindes e muita esperança de que afinal este ano supere todas as expectativas. 

E para o ano começar com o pé direito, fomos hoje ver os Dinossauros a Lisboa. A exposição patente na Cordoaria terminava hoje e estava cheia de visitantes. Gostei bastante. Pontos menos positivos foram os placares estarem à altura dos adultos e não das crianças. As vitrinas estavam igualmente altas, o que fez com que os mais pequenos precisassem de colo para ver as imagens, garras, dentes e unhas. De salientar, que grande parte dos cartazes estavam mal identificados, sem que o nome do dinossauro aparecesse de forma visível e distinta. Tudo o resto me surpreendeu pela positiva, mesmo já sabendo ao que ia. É uma grande exposição, rica de informação e diversificada, com filmes, textos, ossadas, fósseis, uma grande variedade de espécies e uma zona mais dinâmica e interactiva, em que as figuras se movem e reagem aos movimentos e sons dos visitantes. No final as crianças são convidadas a descobrir as ossadas com pincéis no meio de caixas de areia, recriando o trabalho dos paleontólogos e a fazer um desenho para expor. Para casa trazem um sorriso rasgado e um diploma, como recordação da aventura. 

30.12.11

Balanço

O que os finais e os começos têm de bom, é o facto de nos permitirem fazer um balanço à luz de alguma distância, possibilitando uma análise mais sensata dos acontecimentos e mais isenta do calor das emoções. Balanço é o título de uma música que a Mafalda Veiga canta com o Tiago Bettecourt e que eu adoro. De resto este foi, em tudo, um ano tramado para mim. Foi um ano difícil de gerir e com ocasionais momentos bons. No ano passado por esta altura estava a embarcar rumo a Madrid, para passar a passagem de ano com a Rosa e com o David, um casal fantástico que conhecemos no deserto da Tunísia há uns 5 anos atrás. Ao mesmo tempo a minha mãe dava entrada na Cuf Descobertas com perigo de vida. Foram momentos difíceis, perdi o meu cão ao fim de 17 anos, despedi-me da minha antiga casa, mas também conheci Paris e mudei para uma casa nova. Festejei o primeiro aniversário do meu filho e ganhei uma Taga.

Este foi o balanço do ano passado. Curioso é pensar que este ano foi igualmente intenso. 


Este ano passei pelo maior susto da minha vida e fui operada. Contei com a visita da Juliana, uma amizade com mais de 20 anos e que atravessa o Atlântico. Ganhei um barbecue novo e entreguei a alma do anterior ao criador. Fizemos algumas obras, poucas para o que deveríamos, mas as possíveis. Amortizámos o nosso empréstimo e incrementámos o PPR. Fizemos uma linda festa de anos para o Afonso no jardim. No que diz respeito a passatempos, foi o ano das máquinas de café, ganhámos 3, entre muitos outros prémios que enchem sempre esta família de satisfação. Fomos com o Afonso ver o Carteiro Paulo, o Festival Panda, as Barrigas de Amor, a Festa da Criança, o GreenFest, o Ruca e o Circo Mágico e ainda fomos ao Jardim Zoológico e à Casa das Histórias. Sem o Afonso fomos ver diversos espectáculos do La Féria, algumas antestreias, o Sporting a Alvalade e os Bon Jovi à Bela Vista. Consegui ler sete livros e estou a meio do oitavo. Aprendi a costurar à máquina, fiz seis guardanapos e uma barra para as luvas de jardinar. Este ano também aprendi a fazer malha, fiz imensos cachecóis para oferecer no Natal e estou a meio da minha primeira encomenda. Eu e o André tirámos um mini-curso de agricultura biológica e plantámos e colhemos muitas coisas da nossa horta. Este ano, não viajámos para fora, mas fizemos muitas jantaradas no jardim e fomos muitas vezes à praia. Este ano corri pela primeira vez numa corrida, e senti-me uma vencedora, porque estou resistente e deixei de tomar medicamentos para a asma e comecei a fazer fisioterapia. Para terminar, em 2011 tive a sorte de ganhar duas novas amigas, daquelas que gostamos de conversar e que convidamos para nossa casa.

O nosso subsídio de férias foi para pagar um imposto extraordinário, o nosso subsídio de Natal foi cortado, e financeiramente foi um ano instável e cheio de percalços, mas ao fazer o balanço, nem me lembrei disso. A crise pode servir de desculpa para muitas coisas, mas que não sirva para vivermos mais tristes e fechados. O balanço? O balanço só pode ser muito positivo. Venha 2012 com novos desafios, novos projectos e novas conquistas!

29.12.11

O Mundo dos dinossauros

Ainda não sei como vai ser a passagem deste ano, mas na tarde de dia 31 sei que vou à Cordoaria com um Afonso perto, muito perto da loucura!

Obrigada Irrequietos!

Aos interessados informa-se que a exposição termina Domingo.

28.12.11

O Cantinho dos Descontos


O site De Mãe para Mãe criou «O cantinho dos descontos» para mobiliário, atoalhados, brinquedos, livros. Em época de saldos, primeiro procure, pesquise e pondere e depois, se for caso disso, perca a cabeça ;). 

27.12.11

Amostras grátis das novas toalhitas Dodot

     
Imagens Dodot

A Dodot acaba de criar as novas toalhitas «I Love You Baby», com uma loção exclusiva que ajuda a regenerar a pele sensível do bebé, repondo o seu pH natural e evitando alergias e assaduras. Peça já a sua amostra no site da marca.

Síndrome do Amigo Perdido

No outro dia escrevi e senti tudo isto.

Eu tenho um trauma profundo com distâncias. Não daquelas ultrapassáveis mas das que são geometricamente difíceis de transpor, do tipo Continentes e países diferentes. A minha melhor amiga do secundário partiu de volta para o Brasil depois de viver durante vários anos em Portugal. A amiga seguinte para a Austrália e por fim a do liceu para as Caldas (mais perto mas longe o suficiente para raramente nos vermos). O meu melhor amigo do liceu emigrou para Inglaterra.

A modos que tenho uma certa dificuldade em aceitar partidas e fico traumatizada só de recordar a falta. O que de bom as amizades têm, é que ao contrário das paixões, mantêm as chamas acesas, e mesmo após 15 anos de ausência eu e a Juliana juntamo-nos como ontem, eu e o Bruno Capela ao fim de 9 anos como no dia anterior.

Sim, não é de todo fácil darem-me a notícia, mesmo que meramente hipotética, mas hoje, hoje portei-me bem. Hoje aceitei a notícia com um sorriso amarelo, against all the odds, por dever mas acima de tudo por amizade. Afinal de contas um amigo também é um parceiro, e sabe ver que certos convites podem revelar-se  excelentes oportunidades. Sim Paulo, desta vez levei a sério. Pode ser um sinal, não sei. Vai custar-me muito estar longe de ti, antevejo tempos difíceis, mas podes ter a certeza que irei lá ter para te visitar.

Escrevi e senti tudo isto mas não tive coragem de publicar. E agora metade de mim está contente por tu não partires, a metade maior ;).

25.12.11

É Natal



O meu Natal foi tradicional, familiar e caseiro. Teve bacalhau, sorrisos e a alegria contagiosa do Afonso. Curiosamente e no que toca a presentes, foi maioritariamente português. A avó Suzette surpreendeu-nos com um Pera-Manca, a minha sogra com uma daquelas agendas, e até os bombons falavam a nossa língua. Temos tantos produtos excelentes no nosso país, de vinhos, a sabonetes, música e livros, até séries infantis como o Gombby, pelo que faz todo o sentido que assim seja. 

24.12.11

Feliz Natal


Porque o Natal é época de partilha, reunião, família, e celebração, partilhemos este dia com os que nos são queridos e celebremos essa reunião com alegria, tudo o resto poderá ficar à porta. 

A todos os seguidores do Limão, familiares e amigos os nossos votos de um óptimo Natal!

23.12.11

Quase Natal


Pelo correio têm chegado muitos mimos. Descontos Dodot, um copo Aptamil, DVD's de passatempos e a resposta à carta escrita pelo Afonso ao Pai-Natal dos CTT, com um livrinho para colorir. 

Os DVDs vão fazer as delícias dele, quando vir a prenda que a avó Cila lhe comprou, um leitor de DVDs portátil. E agora sempre que eu ache que me vou demorar em algum lado, levo-o comigo na mala que é sucesso garantido.

Pelo correio chegaram também filmes para mãe se entreter nestas noites frias enrolada na manta no sofá com as bolachas de manteiga e chá por companhia. 

Já é quase Natal, e os presentes estão todos embrulhados. Finalmente. Ontem ainda fomos comprar umas lembranças de última hora ao Shopping e depois aproveitámos para ir ao cinema ver o «Gato das Botas» com uns bilhetes cuja validade expirava em Dezembro. Adoro 3D, isso e picante, mas o 3D enche-me mais as medidas. Faz-me sempre lembrar aquelas maquinetas View-master 3D, com que eu brincava quando era miúda. Sabe bem contrariar a rotina a meio da semana.

Sim, já é quase Natal e eu estou finalmente pronta! 

22.12.11

A de Alfazema


No outro dia  falávamos do recém editado livro da Maria Barros «Casa Feliz» e de como alguns simples gestos podem melhorar o nosso estado de humor e bem-estar, mesmo sem nos apercebermos. Numa altura do ano em que passamos mais tempo em casa, importa torná-la o mais convidativa e confortável possível. Abrir as janelas para deixar entrar o ar, é um gesto simples que ajuda a tornar o ambiente menos pesado e mais fresco. 

Não acumular tralha é um objectivo a que me proponho continuamente. Gosto de ter espaço livre para receber alguma coisa nova e detesto perder tempo a limpar e a arrumar tralha. Muito embora isto seja fácil de interiorizar, é difícil de colocar em prática, sobretudo com crianças por perto. Têm roupa que vai sendo constantemente substituída porque crescem a uma velocidade muito semelhante à da luz. Rapidamente numa gaveta se misturam roupas curtas, roupas largas, e roupas à medida. Os brinquedos são outra luta. Quais é que eu posso arrumar lá em baixo? O Afonso parece que adivinha quando lhe retiro alguma coisa do quarto, com o seu super-radar. No outro dia no meio das arrumações dei com uma série de porta-chuchas por estrear. O Afonso nunca pegou, feliz ou infelizmente, na chucha e fez-me pena dá-los na altura. Como ando a secar Alfazema e já tencionava costurar uns saquinhos à máquina (até para ver se ainda me lembro como funciona) juntei o útil ao agradável e lá enchi umas embalagens plásticas de alfazema seca, para colocar dentro das bolsas. 

Cada vez que abro as gavetas da cómoda do Afonso sinto um cheirinho maravilhoso, e este pequeno gesto tornou as minhas manhãs e noites mais felizes. O som e o cheiro influenciam imenso o nosso estado de espírito, e os cheiros naturais, do ar fresco que entra pela janela do quarto ou de um bolo acabado de fazer a invadir a cozinha, são mais económicos que os dos ambientadores e muito mais prazerosos. 

20.12.11

Pensar Nacional



Gosto deste nacionalismo emergente, e de ouvir dizer «Eu compro português.». Gosto do facto de sentirmos a produção como nossa, e de nos sentirmos como um todo a lutar por um objectivo comum. Gosto, porque a união faz a força e porque esta atitude que deixámos de ter, algures na História, só nos fortalece, engrandece, e nos faz crescer.

Mais do que comprar nacional eu opto hoje por comprar local. Gosto de comprar as hortaliças na praça, de época e se possível ao produtor e gosto de saber que isso faz a diferença. Nunca antes preferi, como prefiro agora, comprar música nacional, livros de autores nacionais, artesanato português. Ao comprar a um artesão sei que estou a fazer a diferença.

Este Natal, procure comprar produtos nacionais, opte por artesãos e vendedores locais. Faça a diferença!

Se lhe falta uma prenda de Natal dê uma espreitadela nas agendas e cadernos da Ana, cheias de cor, pormenor, bom gosto e dedicação. Ofereça um presente diferenciado, único e cheio de utilidade ;).

Natal passado, presente e futuro

Vinha agora a pensar que uma parte daquilo que eu entendo por Natal, tem a ver com a minha experiência passada. Tem a ver com o fazer o centro de mesa com a minha mãe, com barro e azevinho. Com o montar a árvore e o presépio, com a cabana feita pelo meu avô. Tem a ver com escolher, comprar e embrulhar os presentes, e ir trocá-los com os amigos ou com o distribuir garrafas e bolos com o meu pai pelos vizinhos.

Tem a ver com o ir buscar a minha madrinha muito velhinha e os sonhos de abóbora dela. Como eu gostava de ir à sua casa em Belas, cheia de coisas antigas, uma cozinha com uma escada para o sótão e um jardim com coelhos - uma casa que pensando bem até chega a ser parecida com esta.

Tem a ver com os filmes da vida de Jesus Cristo que eu adorava ver quando era miúda, mesmo os repetidos, Coitada da minha mãe que não podia mudar de canal. O meu Natal é feito da volta dos tristes à Baixa para ver as luzes e os enfeites de Natal. Do passeio de mão dada com a minha avó pelas vitrinas cheias de bonecos a mexer do Grandella e dos presépios dos bombeiros que sempre visitávamos.

Sim, o meu Natal é feito de memórias. Memórias dos teatros infantis do Pinheirinho na SMUP, ou no Colégio Quinta do Lago. É feito de memórias de adolescente em casa do José, em que a irmã misturava tradições inglesas, a música na aparelhagem, os postais pendurados na árvore, os bolos e chás ingleses desta quadra. É feito do almoço da empresa, dos jantares de amigos, do almoço de cozido à portuguesa no dia 25 com a família. O meu Natal é feito de reunião.

Mas apesar do meu Natal ser feito de tradições e de memórias passadas, é também feito de tradições futuras mesmo que isto soe a contra-senso. Tradições que eu ainda tenciono criar e pôr em prática com o Afonso e repetir todos os anos. O meu Natal futuro inclui a missa do Galo a que nunca assisti, o retrato em família ao pé da árvore, a carta ao Pai Natal (que já escrevemos este ano). O meu Natal futuro  inclui algumas tradições do meu Natal presente, como o reforçar da nossa solidariedade, ou o passar um dia na cozinha cheia de farinha a fazer os biscoitos de Natal coloridos. É igualmente para manter a mais "recente" tradição do pai André mascarado de Pai Natal a bater à porta depois da consoada! 

No meu Natal futuro cabe menos consumismo mas mais, muito mais espírito natalício, nele cabem a alegria das canções de Natal e das histórias com final feliz, dos contos lidos ao Afonso, dos filmes de época a que assistimos enrolados na manta em frente à TV. Cabem tradições adaptadas ao momento em que vivemos. Este ano não houve jantar de amigos no restaurante do costume com a tradicional troca de prendas, houve um jantar feito em casa, em que trocámos beijos e abraços e passámos tempo juntos. 

Quando me dizem que este Natal vai ser triste para muita gente, porque vai faltar pão na mesa dos portugueses, eu comovo-me e sinto-me impelida a ajudar. Mas quando me dizem que vai ser triste por não haver dinheiro para prendas, não me sinto solidária, não porque as prendas não me deixem feliz, nem tão pouco porque não me revolte a sobretaxa de IRS, e o que isto representa para os direitos que demorámos tanto tempo a adquirir, mas sim porque não são as prendas que fazem o Natal. Não são as prendas que fazem o espírito natalício, mas antes o sentimento que nos invade nesta altura, e a nossa construção da quadra com base nas memórias passadas, nas vivências presentes e nas projecções futuras. São estas tradições que me fazem viver feliz esta quadra, tal qual um Conto de Natal.