17.5.17

Santini - Visita à Fábrica



Lembro-me perfeitamente de visitar a fábrica de collants do pai de um colega do colégio em criança. Achei piada a como tingiam, e a todo o processo. No final as meninas trouxeram collants coloridos para casa e os meninos de vidro para darem às mães. Lembro-me de visitar a Central de Cervejas, e a Progelcone e de trazer refrigerantes e um saco de cones. Também me recordo de ir com o meu avô visitar uma fábrica de bolachas lá ao pé da casa dele em Santa Iria de Azoia, e das bolachas, lembro-me tão bem daquelas bolachas. É engraçado ver o lado por detrás do pano. Como se fazem as coisas. Foi por isso que quando vi que no Santini Lovers dava para rebater os pontos por uma visita à fábrica e ainda para mais para 5, achei que era a nossa cara. Acabámos por ir a convite o que ainda soube melhor. Trataram-nos muito bem. A nós juntou-se a minha sogra, cunhada e a bebé Constança, e em vez de cinco totalizámos sete e meio. Acho que visitar uma fábrica de uma coisa que adoramos ainda tem mais valor. Foi uma luta chegar com todos a tempo e horas da visita, apesar de ser mesmo ao pé de casa. Tivemos de ir durante a semana e logo de manhã para ver tudo a acontecer. Antes de entrarmos tivemos de nos equipar por questões de higiene com touca, sapatinhos e bata. Vimos desde a chegada e selecção da fruta, que tem de estar no ponto, à sua lavagem, separação e depois a concepção em si. A sala do segredo é a mais bem guardada. É tudo impecavelmente limpo e feliz, com desenhos alegres nas paredes. Há um controlo de qualidade e um enorme orgulho que se sente em quem lá trabalha. No final pudemos provar alguns gelados acabados de fazer e que são ainda melhores imagine-se, porque apesar dos gelados Santini sempre sempre muito frescos, estes ainda mantêm a cremosidade original pré-congelação. A visita terminou na secção de bombons, o fim não poderia por isso ser mais doce.
 

Espero que um dia os miudos se recordem desta visita como eu recordo as da minha infância, quando mais não seja que apreciem com outros «olhos» a qualidade de cada gelado Santini. 

16.4.17

Um ano de bebé Constança

  
Os últimos tempos têm sido complicados, a Constança tem tido uma má evolução ponderal, não aumentando de peso de forma consistente e temos andado com ela em consultas de especialidade e temos feito inúmeros exames. Se numas semanas evolui bem e aumenta bem, nas seguintes começa a não evoluir e nos últimos 15 dias perdeu mesmo algum peso. Vómitos, tosse, febre, viroses, gastroentrites, otites, um pouco de tudo para ajudar à festa. A hora das refeições é exasperante, um desafio à nossa criatividade e paciência. Os irmãos ajudam, mas não é fácil. Uma papa, ou uma sopa chegam a prolongar-se por horas, mas se não insistirmos ela não come. 

Tirando a questão do peso está óptima, esperta e alegre, já diz muitas coisas, responde aos nossos pedidos para bater palminhas, dizer adeus e a colocar um dedinho no centro da mão com a dança das galinhas. Espirra de propósito e é uma graça. Já quer andar e agarra-se a tudo para se pôr de pé e gatinha cheia de genica por todo o lado. Continua a mamar mas volta e meia dá-me dentadas que doem e ri-se com um ar malandreco. Grita imenso, dá uns guinchos terríveis que fazem doer a cabeça para chamar a atenção. Já dorme as noites completas e acorda a pedir maminha às 7h todos os dias, como se tivesse um relógio suíço dentro da barriguinha. 

Dá gargalhadas boas que me derretem, adora andar lá fora e ver os passarinhos. Detesta estar presa, no ovo ou na cadeirinha e adora o Baby TV e o avô cantigas de paixão. 

É a maior fã que alguma vez tive, e se eu estiver por perto não quer mais ninguém. É teimosa e faz grandes birras quando não lhe fazemos as vontades. Adora a hora do banho mas detesta vestir-se. Tem uma adoração por comandos mas uma ainda maior por telefones e já deu cabo do meu telemóvel. Liga mais às nossas coisas que aos seus brinquedos. 

Fez um ano e tem sido uma viagem, uma prova e um desafio, e uma paixão tão, mas tão grande que chega a não caber no peito. E tudo o que eu desejo é que tenha saúde, cresça bem e seja muitoooo feliz. 

A festa de anos foi rodeada de amigos e família com o tema da Minnie que a Constança adora. Não foi no dia 8 que tivemos o casamento da minha irmã mas foi no Domingo numa dupla festa com avó Zezinha do Algarve. 

30.3.17

Início de ano

 
A Constança já dorme as noites «quase» completas. Andamos menos cansados. No entanto o peso continua a ser uma preocupação, já come bem sopa e papa mas não engorda, tenho tentado ser criativa mas sinto que é um enorme desafio para nós e quando relaxamos é pior.

As obras estão a chegar ao fim, já consigo imaginar o resto. As laranjeiras deram fruto. E as flores explodiram no jardim. O segundo período terminou, as notas do Afonso melhoraram mas este ano há um novo desafio, provas de aferição no segundo ano.

O ombro dela está a sarar bem, é tão bom ser pequenino e não dar tanto por elas. Já tem quatro dentes e às vezes morde-me a mamar (e não só) e ri-se, 

Entretanto foi o dia dos namorados, pedimos as já tradicionais pizzas coração para os miúdos, que este ano, traziam de oferta uns vouchers para alugar filmes. Nós encomendámos um jantar romântico do JA em casa, também trazia uns presentes para os dois. Estava realmente bom. Decidimos estrear a sala do anexo que já tinha luz, fomos com os miúdos para o meio da obra, colocámos uma toalha e umas cadeiras, eles acharam piada. A Mafalda e o Afonso quiseram estrear a casa de banho. A nossa hora de almoço foi menos romântica, num encontro da Liberty da linha do Estoril. Por um lado é bom trabalharmos juntos. Bebemos café na casa da Guia no regresso, e foi diferente. Em Fevereiro continuei a receber prendas de Natal, daquelas que encomendamos online e se extraviam ou demoram a chegar. Sabe igualmente bem. Os dias de chuva são contrariados com leitura, música, comidas boas, muito sushi e cacau quente. Finalmente fiz o que o Afonso me ofereceu na prenda de Natal da escola. Os livros do Pedrito o Coelho fizeram as delícias do Afonso, já intercalamos os de desenhos com os livros só de letras dos crescidos sem grande stress. Antes era preciso convencê-lo. Lemos também o livro Nos olhos de uma tartaruga do pai da Maria, uma colega do Afonso, que tem uma história muito gira em que aprendemos os dois coisas novas.  Divirto-me a enviar-lhe mensagens e desenhos no guardanapo do lanche na lancheira. A Alvina já deitou uns quantos fora sem lhe dar, mas diz que acha graça. 

Entretanto veio o Carnaval e ele mascarou-se de Goku Super Saiyan, com uma peruca loura com bicos que lhe ficava uma graça. Tinha vergonha de ir para a escola, mas os amigos acharam um piadão, e ele lá a usou orgulhoso. A mana foi de borboleta, o fato estava demasiado folgado para a idade e tendo em conta que comprei de 6 meses aos 10. Nas botinhas coloquei umas fitas para fazer uns grandes laçarotes. Tinha umas asas que se colavam às costas, estava uma graça mas acho que nem se apercebeu bem do que se estava a passar.