13.6.11

Domingo


Adoro esta altura do ano, vem sempre ao de cima a minha costela bairrista de Alfama. Adoro os Santos e gosto particularmente do Santo António, por ser dali de ao pé da Sé, e porque cresci a ouvir falar das suas lendas e milagres, de como partia as bilhas das moças, de como fez (re)aparecer os pães depois de os distribuir por mendigos e de como uma vez, também fez um milagre no céu, como os de Fátima, mesmo ali ao pé da Santa Sé. Histórias que a minha avó contava quase na primeira pessoa. Sim, porque eu tenho avós da cidade, não tenho avós da terra. Esta minha outra costela de agricultora deve vir de antepassados mais remotos. Alfama é a terra das Pessegueiras, das mulheres de armas da minha família, todas Sportinguistas, todas genuínas, todas boa gente! Para além dos sobejamente conhecidos milagres o Santo António também me trouxe o André há seis anos atrás. 

As marchas também me recordam da minha infância, de quando dançávamos para os pais no final do ano lectivo no Pinheirinho. Treinávamos meses a fio. No último dia de aulas, para além do desfile das turmas ao som dos gira-discos, havia sardinhas, petiscos, rifas, e era uma festa com os pais todos juntos. 

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