8.1.20

Natal


O espírito de Natal mora nos pequenos detalhes. Em alguém que nos segura uma porta e nos ajuda quando estamos carregados. Nos biscoitos de Natal em que carimbamos a quadra. Nas gargalhadas das crianças e nas suas fotos e festas de Natal da escola. Vamos sempre a correr do trabalho buscar os manos para a seguir irmos a correr fazer tudo o resto, mas são memórias eternas. Não se compram, não se pagam. Pela primeira vez não tiveram festa conjunta, mas estiveram ambos na festa que até acontece na escola do Afonso. Por tradição os antigos alunos sobem ao palco no final do espectáculo para cantar o hino do externato e nessa altura comovi-me por sentir que o Afonso está realmente crescido. (a primeira festa dele aqui)

O espírito de Natal está nos livros infantis, nas histórias, nos filmes e nas músicas que ouvimos. No nosso vinil enquanto montamos a árvore e o presépio. Está nas comidas reconfortantes e nas bebidas quentes, mas também no Starbucks gelado de chocolate branco que nos ajuda numa tarde de shopping em busca da prenda ideal. Está nos doces da quadra. Oh sim como está!

O espírito do Natal não tem de ser fabricado, comprado ou embrulhado. Não deve ser forçado por convenções. Reside em nós e naquilo que nos toca o coração. Está no abraço dos nossos, no sorriso dos miúdos no beijo roubado por baixo do azevinho. É uma quadra de amor, e o amor não se vende, não se compra, sente-se. 

Não precisa ter neve, papel de embrulho imaculado, pessoas que se juntam só porque sim. Tem abraço apertados dos amigos, da família e dos amigos que são família. Tem circo com os filhos e os filhos dos amigos. Tem parques temáticos, mercados e carroceis.

O nosso Natal teve a minha avó e uma grande parte da família reunida, teve peru e bacalhau, e até o pai-natal apareceu. Este ano não houve missa do galo mas nem por isso deixei de agradecer, porque foi realmente especial.

Outros Natais: 2018201720162015201420132012


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4.1.20

Passatempo «A Rainha do Gelo» - Politeama


Tenho para oferecer em parceria com o Teatro Politeama 1 bilhete duplo para o musical «A Rainha do Gelo» de Filipe La Féria para a sessão das 15h deodia 26 de Janeiro. 

Muitos parabéns à vencedora @_mariamaria19

Para concorrer através do blog deves:

- Ser seguidor do blog;
-Deixar um comentário com o teu email;

Podes ainda concorrer através do Insta aqui, sem limite de participações. 

O passatempo termina no dia 23 e no dia 24 o vencedor será sorteado aleatoriamente e anunciado. 

Boa sorte a todos!

31.12.19

Bruxelas - O que visitar


Manneken Pis - É a famosa estátua em bronze do menino a urinar para a fonte e um dos símbolos mais icónicos da Bélgica. Tem cerca de 61 cms e está localizada no centro de Bruxelas. Esta estátua é uma réplica da que está guardada no Museu da Cidade de Bruxelas na Grand Place. A estátua dispõesde um enorme guarda roupa e há diversas réplicas por todo o mundo. Está sempre muita gente no local, mas é fácil tirar fotografias. Dica: Consultar a programação afixada na cerca em frente á estátua. 

Mercado de Natal -  Nunca tínhamos visitado um mercado de Natal europeu e é de facto fabuloso. Pudemos encontrar barraquinhas de venda de artesanato; comida; bebidas e carrosséis. Na Place Saint-Catherine e na fachada das igrejas próximas há um espectáculo de video mapping com música clássica. A enorme árvore de Natal e o presépio completam o cenário aconchegando o ambiente gelado. De facto não sentíamos as pontas dos dedos mas o coração estava quentinho e emocionado. A Constança adorou os fantásticos carrosséis que pareciam ter ganho asas directamente dos esboços de Leonardo da Vinci ou Júlio Verne. Dica: Jantar num dos restaurantes com lareira da Place Saint-Catherine junto à janela para ver o espectáculo sem chuva e frio.

Atomium - Construído no âmbito da Expo 58 em Bruxelas é um símbolo nacional. Com 102 metros de altura representa um cristal elementar de ferro ampliado 165 milhões de vezes. Lá dentro pudemos observar fotos e modelos da altura, bem como outras exposições imersivas. A Constança adorou passear nas bolinhas (nem todas se podem visitar) e andar de metro pela primeira vez. Dicas: Vale a pena comprar os bilhetes com antecedência pela Net e também vale a pena aguardar na fila para subir ao topo e ver a vista fabulosa da cidade de Bruxelas, há neste andar um restaurante onde é possível almoçar ou beber uma bebida. 

Museu Magritte - Aqui houve uma confusão, eu tinha falado ao Carlos de ver a Casa Museu Magritte e ele comprou bilhetes para o museu Magritte. O primeiro é na casa onde o pintor viveu o segundo fica situado ao lado dos Museus Reais de Belas Artes. É o Museu com a maior colecção do artista, cerca de 250 obras expostas em 3 andares. Gostei bastante de conhecer mais do homem por detrás do pintor. Senti porém que faltavam algumas obras mais emblemáticas para ser mesmo «top». Em compensação tinha vários pintores amigos expostos e um Miró. A Constança adora ver quadros e museus mas por vezes ainda tem alguma dificuldade com o silêncio. Dicas: Não levar malas de senhora grandes ou mochilas, que terão de ser deixadas nos cacifos gratuitos. Eles são muito rigorosos com esta regra. É permitido fotografar sem flash.

Place du Jeu de Balle e Marroles - Brocantes, Lojas Vintage, mercado de antiguidades e galerias de arte. Incluo sempre visitas destas nas minhas viagens, adoro mercados de antiguidades como vou falando por aqui. No entanto esta zona de Bruxelas consegue ter uma atmosfera única. Lojas com coisas lindas, alguns brinquedos da minha geração ainda nas embalagens originais, stocks de fábrica antigos (os meus preferidos) e móveis; loiças; livros; candeeiros; discos e até roupa em segunda mão. No mesmo bairro, galerias de arte com pinturas e esculturas modernas e lojas mais alternativas. Há uma vibe artística e boémia e eu senti-me no paraíso. Pudesse eu trazer móveis no avião. Dicas: As lojas Calaveras e Ticky Tacky têm as coisas mais originais, muitas coisas mexicanas da Frida Kahlo, enfeites para a árvore em chapa pintada de cores garridas, carimbos em forma de peão, acessórios para bicicleta, livros, stickers, um mundo de coisas originais. Do lado direito da Place Jeu du Balle há uma loja com stocks de fábrica de brinquedos vintage, roupas e sapatos. Comprámos umas galochas amarelas novinhas para a Constança que ela adorou. 

Para o próximo post deixo o Museu da BD, que merece o devido destaque! Não deixem de seguir!

Outros posts de Bruxelas: 1; 2 e 3.

Poderão gostar também de outras viagens com ela - Viagem à MadeiraSaïdiaa Paris e a Amesterdão

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30.12.19

Bruxelas - O que comer e beber


Já esperava gostar de muita coisa mas confesso que não esperava gostar de tudo! Foi dos países que visitei até hoje onde comi melhor, melhor do que em Paris! 

Começando do início, marcámos com antecedência (aconselhamos) mesa num restaurante cuja especialidade era Moules (mexilhões) que eles servem num tachinho cheio de molho e que pode ter vários temperos e variedades. Como adoramos a versão portuguesa (Moules & Gin) achámos que valia a pena ir a um bom restaurante. Le Chou de Bruxelles já ganhou vários prémios e tem mais de vinte variedades de Moules. No entanto um tachinho teria dado para os dois pois a dose é bastante generosa. É acompanhado da típica batata frita grossa. O ambiente do restaurante é giríssimo com imensas fotos de famosos e de Jacques Brel, bem como caricaturas do Tintin e miniaturas do Manneken Pis (o famoso menino que faz xixi). O restaurante dispõe de menu infantil. Achei imensa piada aos guardanapos com a bandeira e às gomas com o formato do menino na altura da conta.

Exceptuando este e o último dia, comemos muita street food em roulotes e barraquinhas que existem por toda a cidade. Imagem o seguinte cenário, andar a pé com o carrinho de bebé, sem guarda chuva, mais de 20 minutos, chuva miúda mas um ar tão gelado que não sentíamos a ponta dos dedos e nariz, e chegarmos a uma barraquinha que servia chocolate quente, vinho quente, batatas e almondegas, foi tão bom como encontrar um oásis no deserto. O vinho quente primeiro estranha-se mas depois entranha-se. Sabe bem com o frio e o sabor a especiarias remete para o Natal. O chocolate quente é maravilhoso sobretudo se for a acompanhar uma waffle acabadinha de fazer. Aliás em Bruxelas todos os doces são maravilhosos, passando pelos macarrons e acabando nos chocolates. As lojas de bombons e tabletes artesanais populam a cidade. Em todo o lado se pode comprar o fantástico chocolate belga e em alguns locais podemos pedir para fazer a gosto.

Comemos também uma variante de Chicons au gratin (Endívias gratinadas) no mercado de natal na Place Sainte-Catherine, servidos numa massa tipo creme estaladiço, eu comi de cogumelos selvagens e o Carlos de vários queijos. É maravilhoso, quente e reconfortante como a comida das nossas mães. 

Em relação ao café é bom mas caríssimo, o preço médio de um café anda nos 3/4€. No entanto no supermercado o preço é semelhante ao nosso e descobri um descafeínado longo para a Dolce Gusto que não há cá e é fabuloso (infelizmente está no fim). 

Em relação à cerveja e apesar de não ser a maior apreciadora gostei bastante. Experimentámos uma de Natal no Delirium, um bar enormíssimo que fica em frente à Jeanneke Pis (a menina que faz xixi) e que tem praticamente todas as cervejas do mundo.

No último dia, depois de passearmos pela Place du Jeu de Balle almoçámos por ali no restaurante In Den Blauwe Lemmen, despretensioso mas caseiro, com decoração e música vintage, económico e com um atendimento 5 estrelas. Foi lá que provámos a famosa Carbonnades Flamandes (carne refogada em cerveja belga) e que estava uma delícia. 

Seguramente fomos muito felizes em Bruxelas em grande medida graças a esta variedade gastronómica fantástica. Só não engordámos nada porque andámos cerca de 7 kms por dia. 

Trouxemos a mala cheia de waflles e chocolates! Espero que estejam a gostar de viajar connosco e curiosos pelos próximos posts!

Pode gostar também destes posts: 1; 2 e 3.

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