No Sábado
houve tempo para tudo, gargalhadas, birras, brincadeiras, amuos. Houve tempo
para almoçar o melhor bacalhau do mundo (pelo menos do mundo dele) prometido às
filhas. Houve tempo para dormir a sesta (o mais pequeno e a mãe), para
andar de skate, tirar fotografias e fazer um bolo para um jantar em casa de uns
amigos. Um bolo feito a dez mãos, numa cozinha cheia de boa disposição e
vontade, pré-aquecida pelo forno, e aquecida por nós.
O meu primeiro limão é com orgulho o meu primeiro blogue, é um diário aberto sobre a minha experiência com a maternidade, entre outras paixões.
13.11.13
11.11.13
Como eles nos vêem
Juntámo-nos
à mesa a fazer TPC, contas de pé para a Mafalda, picotar para o Afonso. E
desenhos, muitos desenhos para oferecer num postal conjunto, tipo dossier, à
minha sobrinha mais pequena que fazia anos. Nisto a Mafalda mostra os desenhos
que fez durante a semana na escola. Fez-nos a nós, a mim e ao pai. Ele a surfar
numa onda grande de mão dada à Vanessa que não sabendo surfar, sabe no mínimo voar
:). Em baixo um casal de golfinhos cheio de corações. Depois desenha-nos a
acampar, aos cinco, eu e o pai lá em cima de mãos dadas de novo e eles, miúdos,
cá em baixo ao pé da tenda. O Afonso tem outra perspectiva, inspirada quiçá no
Shrek. Desenha um carro puxado por um senhor, tipo carruagem e lá dentro o
Carlos, o Afonso cavaleiro mais pequeno, a mãe rainha das penas (sabe Deus o
que isto é), e a Mafalda rainha das penas mais pequena. Fora do carro uma
boneca ao contrário, a Marta. Pergunto-lhe porquê e ele rapidamente me responde
que a desenhou de pernas para o ar porque ela está a fazer o pino. Ela anda de
facto sempre nisto. Achei um piadão. O que fica é a ternura destas coisas. É
perceber como eles nos vêem. Sentir que estão felizes, que somos felizes juntos
«neste molde novo», único e especial. E que o segredo disto é tão simples.
8.11.13
Passatempo Science4You
Imagem forno solar Science4You
E que têm
de fazer? Uma frase, poema, composição, desenho, canção, fotografia, o que vos
apetecer e a vossa imaginação ditar, subordinado ao tema «Um Natal Cientifico».
Têm de ser
seguidores do Limão aqui no blog e da Science4You no facebook, residentes em Portugal.
O passatempo tem inicio hoje. Devem
enviar as vossas participações para o email: vanessa.casais@gmail.com até ao dia 15
de Novembro.
No dia 18
serão anunciados no blog os dois vencedores mais criativos.
7.11.13
O tal Je-ro-my-o
Termos espaço para tudo, mesmo com a casa cheia é essencial.
Somos muitos e temos conseguido gerir bem esta disponibilidade, importante para
eles e para nós. Gosto dos nossos jantares de Quinta-feira, da loucura recente
das Terças, dos fins-de-semana de lotaria. É giro poder dedicar tempo a cada um
de vez em quando, e é muito bom ficarmos os dois. Amanhã seremos seis ao almoço,
mais de quinze para jantar, mas hoje consegui almoçar só com ela.
Na prática deve
ser isto o amor, estarmos bem em qualquer formato. E mesmo quando não estou
contigo ver-te sempre em toda a parte. E tu trazes-me de surpresa um
fim-de-semana aqui, e eu
uma tarde de limão merengada, só porque sim.
5.11.13
Science4You
Imagem Science4You e Mafaldita paleontóloga
Os brinquedos da Scicence4You são estimulantes, têm preços simpáticos e são sinónimo de horas de lazer e diversão garantidas.
A
Science4You é uma empresa portuguesa, que foi crescendo e se internacionalizou.
Faz brinquedos que promovem a aprendizagem, a descoberta e a experiência ao
mesmo tempo que estimulam as crianças, e a sua curiosidade contribuindo para o
seu desenvolvimento e conhecimento. Para além de terem preços acessíveis, os
brinquedos são úteis e divertidos, na sua maior parte criados em parceria com a
Faculdade de Ciências. Em muitas embalagens podemos ainda encontrar bilhetes para Museus de Ciência, fruto das parcerias da marca. Na verdade a Science4You não resume a sua actividade à produção de brinquedos, uma vez que aqui podemos
encontrar todo
o tipo de actividades de ciência desde as festas de aniversário científicas, aos campos
de férias (têm agora uns para Dezembro) ou mesmo aulas de ciência experimental nas escolas.
Não
deixe de visitar a loja online, e de inscrever no clube. Siga também o facebook
da marca e esteja atento aos passatempos.
*** novidades para breve ***
*** novidades para breve ***
2.11.13
As Misteriosas Cidades do Ouro
Imagem Canal Panda
Há algum tempo um amigo arranjou-nos os episódios da série «As Misteriosas Cidades do Ouro», um dos desenhos animados favoritos da minha infância. O Afonso adorou, mas os episódios traziam legendas e ele ainda não sabe ler pelo que tínhamos de estar sempre a traduzir o que as imagens não mostravam. Recentemente os desenhos começaram no Canal Panda dobrados e tem sido uma alegria rever. Paramos todos e quando não conseguimos ver em directo, vemos a repetição. São neste momento os desenhos animados preferidos da Mafaldita, e do Afonso também. Tanto detalhe, tanto pormenor, tantas coisas que se aprendem a cada episódio, transportam-me efectivamente para os locais mais doces da minha infância, o Colégio Pinheirinho, as férias na Costa. Só sinto falta do genérico com a fantástica canção, que não consigo ouvir sem cantar.
Parabéns miúda, aposto que o bolo está um espectáculo!
1.11.13
Ao futuro
Do que somos - Que no entendimento das coisas são dispensáveis palavras. Que aquilo que fazemos é o reflexo do que somos. Que como nos vemos não é exactamente como nos vêem, mas que como agimos nos define e à imagem que os outros têm de nós. De como o amor nos transforma sempre no melhor de nós próprios.
De como somos - Que já falavas comigo sem palavras, sem saberes. Que me guias sempre pelo melhor caminho e me amparas sempre quando me sinto a cair. Que és o meu rochedo e ainda assim o meu Oceano. Que o nosso amor me comove e me surpreende ainda e sempre.
Do que espero de nós - Que na impossibilidade de nada mudar tudo se mantenha. Que a felicidade não seja este lugar mas a nossa viagem. Uma de muitas.
Há uns anos atrás escrevi-me um email ao futuro, com tudo o que desejava mudar, tivesse eu coragem. Hoje lembrei-me dele.
Halloween

Felicidade é aproveitar cada momento da melhor forma, e rir e brincar muito, mesmo que isso implique estar doente. Os últimos dias tiveram coisas chatas como aerossol e tosse sombra que não vai embora, mas o que ficou foi o bom de estarmos juntos, quentinhos na nossa fortaleza. Fizemos plasticinas, pintámos, jogámos jogos, vimos imensos desenhos animados, lemos histórias, dormimos sestas, brincámos muito. Neste dia das bruxas a mãe mascarou-se e fez uns pratos assustadores para o almoço. Já o Afonso fez um desenho para o Passatempo Lanidor. Não houve cupcakes da Garrett este ano, mas foi igualmente doce.
Recordo-me bem destes dias quando era miúda, apesar de não me recordar propriamente de estar doente, apenas de poder dormir um pouco mais, ver muita televisão, brincar todo o dia, e ter os mimos exclusivos da mãe, aqueles que curam tudo e nunca são demais.
30.10.13
Jogos Majora - Correio da Manhã
Imagens Correio da Manhã
Que delícia de colecção, vale a pena seguir o link e ver as fotografias vintage dos tabuleiros. A colecção de 15 jogos começa já no próximo Domingo dia 31 e eu vou tentar fazer completa apesar de haver um ou outro jogo que já temos. Herdei um jogo da Glória e um dominó do meu avô Zé, com os quais ainda brincamos, e tenho um Juego de la Oca, com gansos e tudo.
A colecção é gratuita com o jornal.
Já nos imagino a lançar dados, beber chá e a comer castanhas nos fins-de-semana de muita chuva.
28.10.13
Dias
Uma loja de pão que se descobre que nos faz querer voltar sempre. Os nomes
que faltavam nas toalhas, para não haver confusões. Arrumações de garagem das últimas
coisas de Verão. Tirar o pó e a humidade repentina. Tirar
fotografias para vender o que não se precisa. Trocar as roupas de Verão com as
de Inverno nas gavetas do mais pequeno. Ver o quanto cresceu, em poucos meses. Intervalar
tudo com beijos, corridas, comidas que se gosta muito. Brincar às máscaras. Estrear-me na granola caseira. Desapareceu quase toda. Só a Mafaldita dispensou porque de resto todos
adoraram, com leite, iogurte, gelado ou mesmo à colher. Brincar às máscaras, ler histórias e dar mimos. Fazer trabalhos de
casa, e desenhos para guardar junto ao coração. Um Afonso hiper elétrico, apesar da tosse que teima em ficar. Treinar cortar com a «tesoura» do Panda e picotar como a mamã
fazia na escola um desenho feito por mim, uma esponja e um palito. Saborear Caramel
Macchiato e ver corações na espuma, e nas nuvens. Um sol torrado,
uma festa de anos a cinco. Gostar tanto, mas tanto de nós todos juntos e saber
que Terça está a mesmo a chegar.
A dimensão
das coisas é apenas a que lhes quisermos dar. E esta é relativa, por ser apenas
um papel. Hoje foi mais um desses dias. Uma etapa. Um recomeço.
27.10.13
24.10.13
Workshop de sushi
No Domingo,
no regresso, fomos a um worshop de sushi do Orienta-te no Petis.co, bem perto de casa e com vista para o mar. O voucher deu-nos acesso a um final de tarde bem divertida e a um jantar preparado por
nós com a orientação do chef António Muniz, que, para além de ser um excelente profissional, é uma simpatia.
Confesso que fui para lá cheia de receio, mas o workshop superou as minhas
expectativas, e varreu os meus receios de me aventurar sozinha. Começámos por aprender
a seleccionar e cortar o salmão, e a fazer e temperar o arroz tipo japonês, enquanto apreciávamos um fantástico chá de gengibre. Depois aprendemos a
fazer Hosomaki fino enrolado que é aquela peça tradicional enrolada com a
alga por fora, Nigiri abraçar com a mão, peça que tem arroz em baixo
e uma fatia de peixe por cima, Temaki mão enrolado que é um cone de alga com
arroz e peixe no interior e Uramaki fora enrolado, para mim o mais difícil de fazer, e que consiste num enrolado com arroz no exterior. Durante a tarde pudemos ainda observar o processo de
lavar o arroz, fizemos um brinde típico servido pela esquerda, e terminámos com
a eleição do melhor prato.
No final de
uma semana com inúmeras refeições peixe e de sushi, e um fim-de-semana em
Sesimbra, já só sonhávamos com um belo bife.
A próxima refeição japonesa para os miúdos será provavelmente feita em casa, e mesmo não tendo um cunho profissional será certamente deliciosa.
A próxima refeição japonesa para os miúdos será provavelmente feita em casa, e mesmo não tendo um cunho profissional será certamente deliciosa.
23.10.13
Brinquedo eco friendly
Imagem daqui
Gosto desta
banca de mercado para crianças por diversas razões, sendo que a primeira é o brinquedo em si, que
permite recriar as "coisas dos crescidos" em jeito de brincadeira. O Afonso adora fazer compras com o carrinho dele, passar tudo na máquina registadora e pagar com as
suas notas e moedas a fingir. E estes teatros, que adoro fazer com ele, são óptimos
para o seu desenvolvimento. Afinal é imitando-nos que aprendem a fazer e crescem. Mas o que
me leva a gostar mesmo muito deste brinquedo é o material, o cartão. Não só porque
se torna um brinquedo muitíssimo económico como porque promove uma cultura de
reciclagem e de não desperdício que devia fazer cada vez mais parte da nossa mentalidade e do nosso vocabulário.
Quantas vezes compramos brinquedos de plástico, duráveis e monumentais mas que
ao fim de um ano ou dois se tornam obsoletos para as crianças? E o que fazemos com eles depois? Guardamos na garagem, tentamos vender, ou oferecemos a um amigo. Em último caso deitamos fora.
Não tem muito mais graça ao fim de um ano ou dois, recortar o cartão e fazer umas máscaras de carnaval, ou desmontar e colocar no ecoponto?
22.10.13
O mar, o vento
Se eu
pudesse trazia na bagagem a comida que mais gostei de todos os lugares que
conheci. Adoro ser turista no meu país. Quanto mais conheço Portugal mais me
apaixono por ele, pelas suas tradições, gastronomia, paisagem, hotelaria. De
Sesimbra trouxemos licor, mel, pólen, abóbora cor de mel, e o coração tão cheio
de coisas essenciais. Adormecer com o barulho das ondas, andar descalça na
areia e fechar os olhos para o sol em
Outubro. Ouvir as gaivotas a rasgar o céu
azul. Comer peixe tão fresco e sopas tão ricas. Ler Corto Maltese a sentir o
sol queimar as bochechas. Lutar contra o cansaço que teimosamente acumulei.
Anoitecer sobre a maré e o teu olhar atento. E ter a certeza que aquilo que somos, fomos apenas até aí.
É assim que sou agora e é assim, só assim que estou bem.
"[...]
Escuta,
Amor
Quando
damos as mãos, somos um barco feito de oceano, a agitar-se sobre as ondas, mas
ancorado ao oceano pelo próprio oceano. Pode estar toda a espécie de tempo, o
céu pode estar limpo, verão e vozes de crianças, o céu pode segurar nuvens e
chumbo, nevoeiro ou madrugada, pode ser de noite, mas, sempre que damos as mãos,
transformamo-nos na mesma matéria do mundo. Se preferires uma imagem da terra,
somos árvores velhas, os ramos a crescerem muito lentamente, a madeira viva, a
seiva. Para as árvores, a terra faz todo o sentido. De certeza que as árvores
acreditam que são feitas de terra.
Por
isto e por mais do que isto, tu estás aí e eu, aqui, também estou aí. Existimos
no mesmo sítio sem esforço. Aquilo que somos mistura-se. Os nossos corpos só
podem ser vistos pelos nossos olhos. Os outros olham para os nossos corpos com a
mesma falta de verdade com que os espelhos nos reflectem. Tu és aquilo que sei
sobre a ternura. Tu és tudo aquilo
que sei. Mesmo quando não estavas lá, mesmo quando eu não estava lá, aprendíamos
o suficiente para o instante em que nos encontrámos.
Aquilo
que existe dentro de mim e dentro de ti, existe também à nossa volta quando
estamos juntos. E agora estamos sempre juntos. O meu rosto e o teu rosto,
fotografados imperfeitamente, são moldados pelas noites metafóricas e pelas
manhãs metafóricas. Talvez outras pessoas chamem entendimento a essa certeza,
mas eu e tu não sabemos se existem outras pessoas no mundo. Eu e tu declarámos o
fim de todas as fronteiras e inseparámo-nos. Agora, somos uma única rocha, uma
única montanha, somos uma gota que cai eternamente do céu, somos um fruto, somos
uma casa, um mundo completo. Existem guerras dentro do nosso corpo, existem
séculos e dinastias, existe toda uma história que pode ser contada sob múltiplas
perspectivas, analisada e narrada em volumes de bibliotecas infinitas. Existem
expedições arqueológicas dentro do nosso corpo, procuram e encontram restos de
civilizações antigas, pirâmides de faraós, cidades inteiras cobertas pela lava
de vulcões extintos. Existem aviões que levantam voo e aterram nos aeroportos
interiores do nosso corpo, populações que emigram, êxodos de multidões famintas.
E existem momentos despercebidos, uma criança que nasce, um velho que morre.
Dentro de nós, existe tudo aquilo que existe em simultâneo em todas as
partes.
Questiono
os gestos mais simples, escrever este texto, tentar dizer aquilo que foge às
palavras e que, no entanto, precisa delas para existir com a forma de palavras.
Mas eu questiono, pergunto-me, será que são necessárias as palavras? Eu sei que
entendes o que não sei dizer. Repito: eu sei que entendes o que não sei dizer.
Essa certeza é feita de vento. Eu e tu somos esse vento. Não apenas um pedaço do
vento dentro do vento, somos o vento todo.
Escuta,
ouve.
Amor.
[...]"
José
Luís Peixoto in "Abraço"
21.10.13
Super
Os restantes autocolantes, balões e interjeições têm tudo a ver com BD, livros, desenhos animados, vilões e finais felizes. Para fazer o título procurei uma fonte do Super Homem para Word, não tendo encontrado exatamente o que queria acabei por encontrar muitas outras bem giras neste site, onde têm inclusivamente o tipo de letra dos vários desenhos animados, do Mickey às Turtles, o download é gratuito e vale a pena uma visita.
18.10.13
Cerâmicas da Linha

Adoro a nossa cerâmica, é bonita, é durável e tem qualidade.
Gosto dos produtos que por tradição fazemos bem, que resultam lá fora, e que dá
gosto privilegiar cá dentro.
Adorei por isso conhecer a Cerâmicas na Linha em Oeiras, onde a loiça
é vendida a peso. Levei lá a Juliana no outro dia (mais como pretexto) e um
Afonso em modo stress-de-final-de-semana-depois-das-aulas a correr pelos
corredores como se não houvesse amanhã. Fiquei apaixonada pelo espaço e pelo
conceito. As peças giras e modernas: das chávenas de chá com um passarinho; às
terrinas em forma de coração; travessas de servir de todos os formatos e cores;
pratos de bolo e mesmo a loiça corrente. Os preços convidativos e a simpatia do
atendimento própria de quem gosta do que faz, deixam vontade de voltar. Neste
Natal vou optar por este tipo de comércio, justo, de qualidade mas acima de tudo
Nacional.
17.10.13
Beleza
Descobrimos um café expresso fantástico com travo
a caramelo,
nuns kits de degustação da Dolce Gusto. As minhas manhãs já não são iguais. A
cozinha fica perfumada e tudo parece melhor, mesmo aqueles dias que começam
cinzentos. Os novos registos têm 30%
desconto nas encomendas online até ao final do mês, é de aproveitar.
Agora às Terças somos cinco, e a alegria
(confusão) é redobrada durante a semana. São os horários diferenciados para
acordar e tomar banho, a confusão das mochilas e dos lanches, os
pequenos-almoços todos diferentes, o stress matinal para chegar a horas com
Chocapic entornado na farda ou alguém que se deixou dormir mais uns minutos.
Nestes dias em que saímos com tudo virado do avesso sabe bem chegar a casa e
ter tudo no sítio outra vez. Abençoada Rosa.
Ontem foi assim. E depois do jantar da véspera, e
do almoço
de trabalho entre amigos, a refeição queria-se leve. É dia em que o Afonso vem
depois de jantar e em que há tempo para tudo, até para cozinhar calmamente.
Grelhei legumes, pimentos italianos e tomate, e ainda a carne, barrei o pão do
momento com Dijon e juntei folhas de aipo e cebola em tiras. Uma sopa de
abóbora cremosa e estava feito o jantar.
Brincar aos polícias e ladrões, escovar os dentes
e ler a história abraçadinhos e com muito, muito namoro antes de dormir. O mimo nas doses certas é terapêutico. Estes dias
custam tanto «Mãe és o meu amor, é o nosso segredo». Afonso o amor não precisa
ser segredo. E nisto começamos a ouvir uma voz num megafone na rua e não o
consigo adormecer com tanto barulho. Vestimos os robes, abrimos o portão. Na
rua dezenas de devotos rezam alto com velas na mão, é uma procissão. No final o
altar, e a Imagem
Peregrina, feita segundo indicações da irmã Lúcia. Parecem outros tempos,
parece uma aldeia. E o Afonso a achar um piadão.
No final fomos dormir com um sorriso rasgado e o
coração cheio de coisas boas. Para onde quer que eu olhe, vejo beleza.
Assinar:
Postagens (Atom)










