29.12.11

O Mundo dos dinossauros

Ainda não sei como vai ser a passagem deste ano, mas na tarde de dia 31 sei que vou à Cordoaria com um Afonso perto, muito perto da loucura!

Obrigada Irrequietos!

Aos interessados informa-se que a exposição termina Domingo.

28.12.11

O Cantinho dos Descontos


O site De Mãe para Mãe criou «O cantinho dos descontos» para mobiliário, atoalhados, brinquedos, livros. Em época de saldos, primeiro procure, pesquise e pondere e depois, se for caso disso, perca a cabeça ;). 

27.12.11

Amostras grátis das novas toalhitas Dodot

     
Imagens Dodot

A Dodot acaba de criar as novas toalhitas «I Love You Baby», com uma loção exclusiva que ajuda a regenerar a pele sensível do bebé, repondo o seu pH natural e evitando alergias e assaduras. Peça já a sua amostra no site da marca.

Síndrome do Amigo Perdido

No outro dia escrevi e senti tudo isto.

Eu tenho um trauma profundo com distâncias. Não daquelas ultrapassáveis mas das que são geometricamente difíceis de transpor, do tipo Continentes e países diferentes. A minha melhor amiga do secundário partiu de volta para o Brasil depois de viver durante vários anos em Portugal. A amiga seguinte para a Austrália e por fim a do liceu para as Caldas (mais perto mas longe o suficiente para raramente nos vermos). O meu melhor amigo do liceu emigrou para Inglaterra.

A modos que tenho uma certa dificuldade em aceitar partidas e fico traumatizada só de recordar a falta. O que de bom as amizades têm, é que ao contrário das paixões, mantêm as chamas acesas, e mesmo após 15 anos de ausência eu e a Juliana juntamo-nos como ontem, eu e o Bruno Capela ao fim de 9 anos como no dia anterior.

Sim, não é de todo fácil darem-me a notícia, mesmo que meramente hipotética, mas hoje, hoje portei-me bem. Hoje aceitei a notícia com um sorriso amarelo, against all the odds, por dever mas acima de tudo por amizade. Afinal de contas um amigo também é um parceiro, e sabe ver que certos convites podem revelar-se  excelentes oportunidades. Sim Paulo, desta vez levei a sério. Pode ser um sinal, não sei. Vai custar-me muito estar longe de ti, antevejo tempos difíceis, mas podes ter a certeza que irei lá ter para te visitar.

Escrevi e senti tudo isto mas não tive coragem de publicar. E agora metade de mim está contente por tu não partires, a metade maior ;).

25.12.11

É Natal



O meu Natal foi tradicional, familiar e caseiro. Teve bacalhau, sorrisos e a alegria contagiosa do Afonso. Curiosamente e no que toca a presentes, foi maioritariamente português. A avó Suzette surpreendeu-nos com um Pera-Manca, a minha sogra com uma daquelas agendas, e até os bombons falavam a nossa língua. Temos tantos produtos excelentes no nosso país, de vinhos, a sabonetes, música e livros, até séries infantis como o Gombby, pelo que faz todo o sentido que assim seja. 

24.12.11

Feliz Natal


Porque o Natal é época de partilha, reunião, família, e celebração, partilhemos este dia com os que nos são queridos e celebremos essa reunião com alegria, tudo o resto poderá ficar à porta. 

A todos os seguidores do Limão, familiares e amigos os nossos votos de um óptimo Natal!

23.12.11

Quase Natal


Pelo correio têm chegado muitos mimos. Descontos Dodot, um copo Aptamil, DVD's de passatempos e a resposta à carta escrita pelo Afonso ao Pai-Natal dos CTT, com um livrinho para colorir. 

Os DVDs vão fazer as delícias dele, quando vir a prenda que a avó Cila lhe comprou, um leitor de DVDs portátil. E agora sempre que eu ache que me vou demorar em algum lado, levo-o comigo na mala que é sucesso garantido.

Pelo correio chegaram também filmes para mãe se entreter nestas noites frias enrolada na manta no sofá com as bolachas de manteiga e chá por companhia. 

Já é quase Natal, e os presentes estão todos embrulhados. Finalmente. Ontem ainda fomos comprar umas lembranças de última hora ao Shopping e depois aproveitámos para ir ao cinema ver o «Gato das Botas» com uns bilhetes cuja validade expirava em Dezembro. Adoro 3D, isso e picante, mas o 3D enche-me mais as medidas. Faz-me sempre lembrar aquelas maquinetas View-master 3D, com que eu brincava quando era miúda. Sabe bem contrariar a rotina a meio da semana.

Sim, já é quase Natal e eu estou finalmente pronta! 

22.12.11

A de Alfazema


No outro dia  falávamos do recém editado livro da Maria Barros «Casa Feliz» e de como alguns simples gestos podem melhorar o nosso estado de humor e bem-estar, mesmo sem nos apercebermos. Numa altura do ano em que passamos mais tempo em casa, importa torná-la o mais convidativa e confortável possível. Abrir as janelas para deixar entrar o ar, é um gesto simples que ajuda a tornar o ambiente menos pesado e mais fresco. 

Não acumular tralha é um objectivo a que me proponho continuamente. Gosto de ter espaço livre para receber alguma coisa nova e detesto perder tempo a limpar e a arrumar tralha. Muito embora isto seja fácil de interiorizar, é difícil de colocar em prática, sobretudo com crianças por perto. Têm roupa que vai sendo constantemente substituída porque crescem a uma velocidade muito semelhante à da luz. Rapidamente numa gaveta se misturam roupas curtas, roupas largas, e roupas à medida. Os brinquedos são outra luta. Quais é que eu posso arrumar lá em baixo? O Afonso parece que adivinha quando lhe retiro alguma coisa do quarto, com o seu super-radar. No outro dia no meio das arrumações dei com uma série de porta-chuchas por estrear. O Afonso nunca pegou, feliz ou infelizmente, na chucha e fez-me pena dá-los na altura. Como ando a secar Alfazema e já tencionava costurar uns saquinhos à máquina (até para ver se ainda me lembro como funciona) juntei o útil ao agradável e lá enchi umas embalagens plásticas de alfazema seca, para colocar dentro das bolsas. 

Cada vez que abro as gavetas da cómoda do Afonso sinto um cheirinho maravilhoso, e este pequeno gesto tornou as minhas manhãs e noites mais felizes. O som e o cheiro influenciam imenso o nosso estado de espírito, e os cheiros naturais, do ar fresco que entra pela janela do quarto ou de um bolo acabado de fazer a invadir a cozinha, são mais económicos que os dos ambientadores e muito mais prazerosos. 

20.12.11

Pensar Nacional



Gosto deste nacionalismo emergente, e de ouvir dizer «Eu compro português.». Gosto do facto de sentirmos a produção como nossa, e de nos sentirmos como um todo a lutar por um objectivo comum. Gosto, porque a união faz a força e porque esta atitude que deixámos de ter, algures na História, só nos fortalece, engrandece, e nos faz crescer.

Mais do que comprar nacional eu opto hoje por comprar local. Gosto de comprar as hortaliças na praça, de época e se possível ao produtor e gosto de saber que isso faz a diferença. Nunca antes preferi, como prefiro agora, comprar música nacional, livros de autores nacionais, artesanato português. Ao comprar a um artesão sei que estou a fazer a diferença.

Este Natal, procure comprar produtos nacionais, opte por artesãos e vendedores locais. Faça a diferença!

Se lhe falta uma prenda de Natal dê uma espreitadela nas agendas e cadernos da Ana, cheias de cor, pormenor, bom gosto e dedicação. Ofereça um presente diferenciado, único e cheio de utilidade ;).

Natal passado, presente e futuro

Vinha agora a pensar que uma parte daquilo que eu entendo por Natal, tem a ver com a minha experiência passada. Tem a ver com o fazer o centro de mesa com a minha mãe, com barro e azevinho. Com o montar a árvore e o presépio, com a cabana feita pelo meu avô. Tem a ver com escolher, comprar e embrulhar os presentes, e ir trocá-los com os amigos ou com o distribuir garrafas e bolos com o meu pai pelos vizinhos.

Tem a ver com o ir buscar a minha madrinha muito velhinha e os sonhos de abóbora dela. Como eu gostava de ir à sua casa em Belas, cheia de coisas antigas, uma cozinha com uma escada para o sótão e um jardim com coelhos - uma casa que pensando bem até chega a ser parecida com esta.

Tem a ver com os filmes da vida de Jesus Cristo que eu adorava ver quando era miúda, mesmo os repetidos, Coitada da minha mãe que não podia mudar de canal. O meu Natal é feito da volta dos tristes à Baixa para ver as luzes e os enfeites de Natal. Do passeio de mão dada com a minha avó pelas vitrinas cheias de bonecos a mexer do Grandella e dos presépios dos bombeiros que sempre visitávamos.

Sim, o meu Natal é feito de memórias. Memórias dos teatros infantis do Pinheirinho na SMUP, ou no Colégio Quinta do Lago. É feito de memórias de adolescente em casa do José, em que a irmã misturava tradições inglesas, a música na aparelhagem, os postais pendurados na árvore, os bolos e chás ingleses desta quadra. É feito do almoço da empresa, dos jantares de amigos, do almoço de cozido à portuguesa no dia 25 com a família. O meu Natal é feito de reunião.

Mas apesar do meu Natal ser feito de tradições e de memórias passadas, é também feito de tradições futuras mesmo que isto soe a contra-senso. Tradições que eu ainda tenciono criar e pôr em prática com o Afonso e repetir todos os anos. O meu Natal futuro inclui a missa do Galo a que nunca assisti, o retrato em família ao pé da árvore, a carta ao Pai Natal (que já escrevemos este ano). O meu Natal futuro  inclui algumas tradições do meu Natal presente, como o reforçar da nossa solidariedade, ou o passar um dia na cozinha cheia de farinha a fazer os biscoitos de Natal coloridos. É igualmente para manter a mais "recente" tradição do pai André mascarado de Pai Natal a bater à porta depois da consoada! 

No meu Natal futuro cabe menos consumismo mas mais, muito mais espírito natalício, nele cabem a alegria das canções de Natal e das histórias com final feliz, dos contos lidos ao Afonso, dos filmes de época a que assistimos enrolados na manta em frente à TV. Cabem tradições adaptadas ao momento em que vivemos. Este ano não houve jantar de amigos no restaurante do costume com a tradicional troca de prendas, houve um jantar feito em casa, em que trocámos beijos e abraços e passámos tempo juntos. 

Quando me dizem que este Natal vai ser triste para muita gente, porque vai faltar pão na mesa dos portugueses, eu comovo-me e sinto-me impelida a ajudar. Mas quando me dizem que vai ser triste por não haver dinheiro para prendas, não me sinto solidária, não porque as prendas não me deixem feliz, nem tão pouco porque não me revolte a sobretaxa de IRS, e o que isto representa para os direitos que demorámos tanto tempo a adquirir, mas sim porque não são as prendas que fazem o Natal. Não são as prendas que fazem o espírito natalício, mas antes o sentimento que nos invade nesta altura, e a nossa construção da quadra com base nas memórias passadas, nas vivências presentes e nas projecções futuras. São estas tradições que me fazem viver feliz esta quadra, tal qual um Conto de Natal.

19.12.11

O Natal dos dinossauros

Imagem mailing Irrequietos

Aqui fica um passatempo que enche as medidas ao Afonso. Nós já concorremos, agora é fazer figas ;).

Registe as crianças nos site Irrequietos, participe nos jogos e passatempos. Os pontos que acumular poderá trocar por brindes. 

18.12.11

Nunca mais é Domingo

Imagem Galp

Hoje foi dia de ir à Galp, e aproveitar 3 descontos em simultâneo, o desconto de 0,06€ por ser o terceiro Domingo do mês, o desconto de 0,05€ do Continente (promoção Vice-versa) e o desconto de 0,06€ que sai na Caras e no Expresso (um cupão cor-de-laranja e que se pode acumular com a promoção vice-versa). 

Para saber mais sobre esta e outras promoções consulte o site. 

Obs: Não fotografei o cupão cor-de-laranja que sai no Expresso/Caras e no site não aparece, de qualquer forma ele existe e é acumulável com a promoção vice-versa.

Domingo é normalmente aquele dia da semana de que ninguém gosta, mas é também um dia que tradicionalmente associamos à família e ao passeio. Aproveite o facto de a gasolina ser mais barata hoje e leve a sua a ver as luzes de Natal ou um presépio. 

E a vencedora é


A vencedora do passatempo de Natal é a Celine, com um enfeite de Natal que eu adoraria ter na minha árvore ;). Foi extremamente difícil escolher um vencedor, porque houve participações muito criativas, fotografias, montagens, desenhos lindíssimos, contos, composições, canções, versos. Gostei de todas e não posso deixar de vos agradecer por ao longo de duas semanas me terem brindado com o verdadeiro espírito natalício. 

Celine agradeço que me envies por email a tua morada, para a Editorial Presença te enviar o merecido prémio, um pack composto pelos livros «Feliz Natal Bolinha» de Eric Hill e «O meu nome é Mina e gosto da noite. À noite tudo parece possível, quando o resto do mundo dorme.» de David Almond.

Obrigada e Feliz Natal!

14.12.11

Oeiras e o Natal

Imagem mailing Oeiras Parque

Sempre associei o Coro Santo Amaro de Oeiras ao Natal, e penso que esta é um excelente oportunidade para o Afonso ouvir estes meninos pela primeira vez. 

13.12.11

P de Poupança, P de Panda


O «P» de Panda é igual a «P» de poupança, pelo menos aos balcões do Montepio. 

Esta campanha tem-me feito pensar. É que se por um lado acho piada ao Panda ensinar os mais novos a poupar por ser uma referência para os mais pequenos, não sei se acho assim tanta graça ao facto de se associar a um Banco em particular. Afinal de contas, os miúdos adoram o Panda, mas ele pode estar, neste caso, a aconselhá-las mal. Não gosto de pensar no Panda como um mau consultor financeiro, nem numa «entidade» pouco isenta, que se rende à publicidade. Não gosto, porque as crianças ainda não sabem distinguir os benefícios dos investimentos e podem ser induzidas pela personagem. É claro que em última instância são os educadores que decidem, e quanto a isso, nada me apraz dizer. 

O Montepio tem diversos produtos dirigidos aos mais novos, mas dois especificamente desenhados para escalões etários inferiores e que utilizam o simpático personagem, o Mini Super Poupança (dos 0 aos 6 anos) e o  Fun Poupança (dos 7 aos 12) ambas com uma taxa de juro bruta entre os 1,250% (semestral) e os 1,5% (um ano e um dia).  

. O banco ainda oferece o produto Super Poupança Bué com uma taxa de juro um pouco mais simpática. De qualquer forma, e embora este artigo da Proteste seja de Maio, e possam entretanto ter ocorrido algumas alterações, podemos servir-nos dele para ter uma referência mais generalista do mercado.


Fonte e Quadro Proteste

Se pensarmos que a maior parte dos bancos têm outras soluções de investimento, nomeadamente Depósitos Net com taxas mais vantajosas, e que seria necessária uma TANB (taxa taxa anual nominal bruta) na ordem dos 4,2% para ter um ganho superior ao da inflação, valerá a pena optar por este investimento? 

Extra: Sabia que está a decorrer um passatempo no Estrelas e Ouriços, do Montepio? Se quiser ganhar um dos seis bilhetes duplos para a peça «O Mundo de Jack» em exibição na Casa do Artista, em Lisboa, participe. Poderá ter ainda a sorte de ganhar um dos mealheiros Montepio.

12.12.11

Os terríveis dois

O Afonso faz grandes birras, na verdade a coisa até já começou a acalmar, mas nem por isso me sinto mais segura. As birras são muitas, os amuos também, fica sentido quando lhe ralham e usa todos os argumentos para levar avante o seu intento. Tenho lido muitas coisas sobre os dois anos, sobre como esta fase é normal e necessária, sendo até considerada uma «primeira adolescência». A criança outrora calma e angelical parece ter sido raptada por ETs e substituída por um clone malvado. Ontem a minha amiga Patrícia falava-me do seu desespero na hora de dar de comer à Mariana. Eram 5h da tarde quando almoçou. 

No artigo «Um, dois... Bum!» da revista Pais Filhos li que as birras, num estudo realizado «(...) pela universidade do estado norte-americano da Virgínia sobre o comportamento na idade pré-escolar, fazem parte de uma grande maioria.
A projecção de resultados demonstrou que quase metade das crianças estudadas tinha episódios em que atingia fisicamente ou implicava com outras. Mais de metade recusava regularmente as refeições e 70 por cento protestava contra a hora de dormir. Cerca de 80 por cento entrava no ciclo das birras e 95 por cento era classificada pelos adultos como teimosos. (...)». 

O facto de estes comportamentos serem normais não invalida que nos sintamos frustrados enquanto educadores ao fim de um tempo, ou mesmo exasperados em situações limite. 

Apesar destes artigos servirem para nos apaziguar enquanto pais, penso que acabam por ser demasiado negros, obliterando uma parte importante do que acontece nesta idade. Não é esta afinal uma das fases mais engraçadas das crianças? Uma fase em que já comunicam com êxito, dizendo novas palavras com o seu próprio sotaque. É nesta idade que começam a ter saídas espontâneas giríssimas, em que são mais afectuosos, manifestando o seu amor sem reservas e em que são ao mesmo tempo mais autónomos enchendo-nos de orgulho a cada conquista. 

Qual será então a melhor maneira de lidar com os «terriveis dois» e aproveitar simultaneamente ao máximo os «maravilhos dois»? 

Em primeiro lugar, é normal que no momento crucial de desenvolvimento que atravessam, em que começam a falar e a ganhar autonomia, tentem constantemente testar os limites, centrando-se mais nelas mesmas e menos nos outros e muito pouco nas consequências dos seus actos. Faz parte deste processo exploratório do mundo que as rodeia, arriscar, imitar, e dizer que «não». A criança só está a crescer. O investigador britânico Andy Bremner, catedrático do Infantab, instituição da Universidade de Londres dedicada ao estudo da infância, esclarece, no mesmo artigo, que uma boa maneira dos pais lidarem com a situação, passa por  «não esperarem que eles se comportem como mini-adultos só porque sabem cada vez mais palavras e já andam sozinhos para todo o lado», ou seja, aceitar, ser firme nas devidas alturas e tomar doses gigantescas de paciência. 

Quanto a mim, prefiro concentrar-me no maravilhoso lado dos dois, afinal todas as idades (até a nossa) têm partes más, mas poucas têm estas quantidades de ingenuidade e candura, originalidade e transparência, frontalidade e mimo. 

11.12.11

Fim-de-semana


O nosso fim-de-semana correu a um ritmo diferente, mais calmo que o habitual. O André andou de volta da horta, apanhou cenouras já grandes para a sopa, plantou alhos e transplantou o alho francês. Colhemos laranjas e bebemos sumos naturais.  

O Afonsinho foi ao Inglês e brincou imenso. Fizemos desenhos, colámos stickers, e vimos imensos desenhos animados de Natal. 

Hoje fomos tratar das prendas de Natal ao Shopping e aproveitámos os últimos dias de algumas promoções. Cruzei os vales da Pescanova com as promoções do Continente que também terminavam hoje. Comprei farinha e óleo com os talões de desconto da Branca de Neve, já a pensar nos doces de Natal. Os cereais Fitness e a pasta de dentes Aquafresh estão com promoções experimente grátis e a Iglo com simpáticos passatempos de Natal, pelo que hoje também foi dia de preencher cupões e preencher envelopes. 

Ao final da tarde comemos bolo acabadinho de fazer e chocolate quente e montámos o presépio. O Afonso quis saber tudo, quantos «memés», quem era o bebé «Jesus», «Mamã e este?». 

Acabámos por não fazer algumas das coisas que tencionávamos, e o resultado foi um fim-de-semana mais calmo, com menos correria, mas igualmente bom ;).

10.12.11

Livros

Campanha de Natal WOOK - www.wook.pt

É Natal e o país está a atravessar uma grave crise económica, com uma natural retracção da economia, que os cortes nos subsídios de Natal só vieram agravar. Não é altura para endividamentos, gastos supérfluos ou compras desnecessárias. Acresce que sempre acreditei que poupar não é comprar por menos, é não gastar, ou gastar amanhã. Este adiamento da compra para o futuro, é para mim o verdadeiro sinónimo de aforro. Todas estas premissas são verdadeiras e no entanto custa-me não oferecer uma lembrança aos do costume. Dizem os especialistas que para construir um hábito demora-se em média 30 dias. E para se destruir um hábito? Dou comigo a pensar «Não é por um euro ou dois que o gato vai às filhoses».

Enquanto isto, decidimos oferecer pelo menos às crianças e em muitos casos optámos por livros que, quando comparados a alguns brinquedos, se apresentam como uma alternativa económica e útil. 

O Afonso adora livros, sobretudo quando lhe lemos a fazer vozes (o pai André é especialista). No outro dia a tia emprestou-lhe uns livros de lengalengas e destrava línguas e chorámos todos a rir, ora experimentem dizer «Portas prega Pedro Bravo, E sermão o Padre Prado» sem se enganarem. 

Pelo correio têm chegado muitos mimos para ele, que a mamã sempre que pode concorre a passatempos. Que bela ajuda são os passatempos em tempos de crise. Já participou no passatempo de Natal do Primeiro Limão com a Editorial Presença? Habilite-se a ganhar um pack de dois livros fantásticos até ao dia 16, e envie para o email vanessacasais@gmail.com um poema, frase, fotografia, filme, canção, ou mesmo lengalenga, que espelhe o seu espírito natalício. 

Bom fim-de-semana a todos!

Afonsinho fala, fala, fala

O Afonsinho já conjuga mal os verbos, e eu sei que devia corrigir de imediato, mas fico surpresa e orgulhosa, porque consigo ver nisto um raciocínio lógico e uma evolução na linguagem. Ele adapta o que conhece ao que lhe é semelhante.

Afonsinho - Mamã Vanessa, eu não sabo ler.
Vanessa - Pois não Afonso, mas já sabes o «A» de Afonso e já conheces o «O» e sabes o que fazem os dois juntos? Ao, ao, ao!!!

Romeu & Julieta


Fomos ontem assistir ao ensaio geral do Bailado «Romeu e Julieta» no Teatro Nacional de São Carlos. Nunca tinha assistido a um bailado, era um desejo antigo, e acho que me estreei em grande. Se ao inicio senti falta de voz, falas, canto, rapidamente me abstraí e deixei levar pelos gestos cheios de significado e pela dança expressiva e por vezes carregada. Com o corpo estes bailarinos dizem mais do que muitas vezes se diz por palavras. Não foram precisas legendas. A direcção musical a cargo de Joana Carneiro não podia estar melhor entregue. Achei-a magnifica e muitas vezes fiquei hipnotizada pelos seus gestos. A música funde-se com o bailado numa simbiose perfeita, dizendo tudo ao que ao bailarino falta dizer, completando os seus gestos e passos e conferindo-lhes significado.

O ensaio geral solidário reverteu a favor da Casa do Artista. Obrigada pai!