27.5.14

A semana


 

Adaptou-se lindamente aos óculos apesar da graduação. Adora-os, e já não prescinde de os pôr o que de acordo com os especialistas é sinal de que precisa e se sente bem com eles. Fica giro, escolheu bem, são coloridos e fica com ar intelectual J. A semana ainda nos pregou mais uma partida, a Escarlatina, com direito a febre e borbulhas e noites mal dormidas abraçadinho à mamã.
 

Uma semana em casa deu para fazer tantas coisas, de batidos de fruta, a pulseiras, um postal para a avó Cila que fez anos e projectos para escola. A mamã substitui etiquetas nas caixinhas de almoço e nas arrumações encontrou o carregador da mota que entretanto já anda mas precisa de um empurrão. E se nos primeiros dias não saímos de casa, e foi lá o Paulo da oficina entregar o carro com a revisão e os arranjos feitos também nos visitou o senhor das entregas das compras na Mercado do Bairro, um sitio onde podemos comprar (na Grande Lisboa) produtos Compal com desconto e entrega ao domicilio. Com a chuva e o mau tempo até soube bem não sair de casa.


No fim-de-semana e já melhores, fomos todos à biblioteca procurar livros e filmes para ver à noite com pipocas. O aluguer é gratuito e a variedade bastante grande. Temos alguns filmes e jogos lá em casa para deixar como donativo. Ficámos com vontade de ver a hora do conto aos primeiros e terceiros Sábados do mês. Dia 7 lá estaremos.

Muito mimo depois está como novo e já vê literalmente a vida com outros olhos.
Esta semana as rotinas voltam ao normal. E ontem no Karaté o Afonsinho não queria tirar os óculos «É que mamã eu não vejo bem sem eles.», mas um colega que também usa aconselhou. Quando for mais velho já pode praticar com eles como uma das colegas de cinto azul.

15.5.14

Um mundo novo


 
Este amor da minha vida, esta paixão que só cresce e que me faz enfrentar tudo. Este amor que me dá tantas alegrias e depois volta e meia um medo imenso, este medo terrível de qualquer coisa que lhe possa acontecer, que venha abalar a sua vida, o seu crescimento, o seu bem-estar e que eu não possa fazer nada para evitar. A impotência é o pior inimigo das mães. Sinto o coração pequenino e apertadinho.
Esta semana estou ainda a processar a informação, devagar. Cansada de esperar por uma consulta do público fui ao oftalmologista particular. Já tinha sido visto em pequenino, não detectaram nada, só um falso estrabismo. E agora todas estas dioptrias. O Afonsinho tem uma miopia severa. O médico, um amor, chamou um colega, fizeram vários testes, vai ser acompanhado de perto. Faltou-me o chão. Meio metro de distância é longe demais para o Afonso. Quero poder tratar disto e não posso, não se pode fazer nada até ser adulto, até o olho não crescer mais. Até lá é esperar que não agrave muito. Nunca fui boa a esperar.
Já escolheu os óculos, está a reagir muito bem. Há três colegas na turma com problemas de visão, não sei se tão severos. Professora e auxiliar são um espectáculo e dizem que os meninos nesta idade se adaptam muito bem. Apesar do estreitamento possível a lente vai ser grossa e pode causar algum desconforto ao início.
A semana que vem começa esta nova fase, e para o Afonso é todo um mundo novo por descobrir.

13.5.14

Fim-de-semana

 
  
 
Adoro-nos. É sempre uma alegria tão grande estarmos juntos. Há birras, claro que sim, mas a maior parte do tempo é uma galhofa pegada. Tenho ataques de riso tão grandes que me doem as bochechas. É cansativo, claro que sim, ainda agora acabou a ronda do pequeno-almoço já estão a perguntar o que vai ser o almoço. Cada refeição é quase uma máquina de loiça, cada ronda de banhos demora a manhã ou o final e tarde toda. Não se pára, ou é raro vá, mas vale a pena, tanto a pena. Cada minuto juntos é o melhor tempo vivido, o de qualidade, o que queremos recordar para sempre. Não troco estes dias por nada. E como o bom tempo voltou fomos passar um dia a casa dos avós, continuamos em treinos para aprender a nadar com o Afonso. Depois de um dia assim, o cair à cama é mágico, mas sem nunca dispensar uma história. Claro que também houve trabalhos, o Afonso teve o Inglês, a Mafaldita entrevistou-me para a escola, a Martita teve de dissertar sobre a ginástica em Francês. No Domingo fomos ver os dinossauros, tínhamos dois bilhetes de um passatempo, senão teria compensado o bilhete familiar. No recinto distribuíram imensas bolachas, desenhos, autocolantes e no final um diploma. A exposição é a mesma que já tínhamos feito na Cordoaria há uns anos, mas o Afonso já não se recordava bem. Claro que não teve medo, mas alguns prefere ver ao colo da mãe porque «é melhor mamã». No final fizeram de paleontólogos e com a ajuda de pincéis procuraram ossos de dinossauro. Terminar a tarde com caracóis e petiscos e amigos foi a despedida perfeita dum fim-de-semana perfeito.
 

7.5.14

Primavera


Eu não sou pela paz como tu, sou pelo turbilhão de sentimentos, pela intensidade. Não que estejamos em desacordo, nada disso, funciona tudo tão bem assim. Mas quando hoje me disseste que há coisas que eu ainda não sei, que sentimos a partir dos 40, coisas com as quais não vale a pena preocuparmo-nos, às quais não importa dar valor, quando hoje me disseste que já não perdes tempo com quem não interessa, eu senti toda a nossa diferença. Eu continuo a lutar contra as injustiças do mundo. Eu perco tempo. Eu «defendo-nos» como uma muralha num castelo. Eu ainda tenho alturas de pouca lucidez em que me considero «um pouco» imortal.
 
O fim desta semana foi um género de balanço, voltarmos a lugares onde já fomos tão felizes com pessoas que gostamos tanto. Festejar o dia da mãe ao longo de dias celebrando o que a vida tem de mais precioso. O amor a quatro como diz a Mafaldinha. Sim é um género de trevo o meu coração. A estranheza de se levantarem ventos contrários e que agora me parecem tão estranhos e distantes. É que sabes, as pessoas não se possuem. Não se perde o que nunca foi verdadeiramente nosso. No entanto tu és meu. E eu sou tua.

 
E quando hoje, naquela sala de espera pequena à espera de notícias tão, mas tão grandes, disseste que ele está amolecido com o amor, eu pensei baixinho «também eu». Nós passamos tanto tempo na vida à procura disto que depois o medo é todo o de perder isto que se tem.

 
Hoje celebramos apenas boas noticias, o fim de mais um capítulo e o início daquele que quisermos escrever.
 
 
 
Do Indie:
Seis curtas, T-shirts giras ao preço simpático de sempre, uma pizza fabulosa entre filmes e terminar em beleza e boa companhia com Joe, uma interpretação fabulosa de Nicolas Cage e de Tye Sheridan, um miúdo que tem certamente uma estrelinha.
 

 

6.5.14

Small Things


Apesar dos acontecimentos que não podemos evitar, dar aquele abraço aos amigos que queremos como família. Dar graças à vida, ao que se tem e que é tanto. O amor, o trabalho, trabalhar tão perto de casa. Ter a praia e o mar a poucos minutos de distância. Este sol que chegou para ficar, o jardim, poder almoçar lá fora em plena semana. Plantar flores, regar a horta, grelhar um peixe na brasa, fazer uma salada. Chá gelado ou só gelado. Música boa, o resto de uma «prenda» que ainda tenho para sonhar, ColdPlay, Magic. Cinema bom, em casa. Uma pulseira feita e oferecida pela miúda pequena mais gira. O primeiro feito por ela, e o valor que dou às pequenas coisas. Planos para as nossas actividades a dois e a cinco. Os primeiros caracóis do ano (os primeiros que valem). Um dia da mãe festejado ao longo de vários dias por não saber se estarias comigo. Presentes escolhidos por ti e a dois para a mãe. Uma capa para o Iphone, um verniz da cor que a mãe prefere, um rímel que me faz os olhos maiores, uns chinelos de Verão, umas calças giras. Uma placa para o teu quarto com tudo o que desejo para ti. Acordar com os pássaros a cantar. E no fim de um dia bom demais, depois de te deitar, aninhar-me e adormecer no sofá, a ver o Shark Tank ou um daqueles programas de restauro e compra de antiguidades, com o meu outro grande amor.

Dia da mãe


Dia da mãe são todos os dias, todos os dias em que te embalo no colo, te encho de beijos, te amo desmesuradamente. São todos os dias em que luto mais um bocadinho pelo nosso bem-estar, pela tua educação, para que cresças feliz. Cada história que te leio à noite deitadinhos sobre as almofadas, cada banho de espuma e com uma luva-pato que fala, canta e faz palhaçadas, cada massagem que faço com creme depois. É o aerossol, as consultas, as noites mal dormidas contigo ao colo até amanhecer. É arranjar tempo todos os dias para brincar contigo, mesmo quando o cansaço já tomou conta de mim. São as noites em que faço a tua sopa e preparo as tuas refeições deste dia e do dia seguinte, com toda a dedicação e carinho. Quando desenho caras e animais com os vegetais no prato para que os comas melhor. É pintar e fazer plasticinas contigo, desarrumar tudo e voltar a arrumar. É deixar que me dês a volta tantas vezes, e mimar-te muito, porque mimar é bom demais. É empurrar a bicicleta, jogar (mal que se farta) à bola, ao balão. É ir ao parque e brincar também. É dizer «bom dia alegria» todas as manhãs, e despedir-me com um «eu amo-te daqui até à lua e da lua até aqui» e acreditar nisso de alma e coração. É viver em sobressalto quando não estás comigo, e não estás algumas vezes, porque infelizmente as coisas não correm ainda como eu desejaria. É querer que sejas feliz acima de tudo e colocar-te sempre no topo das minhas prioridades. Dia da mãe é um dia em que recordo toda a coragem que foi necessária para seguir frente e ser feliz por nós, porque eu não posso querer muito que sejas feliz sem te dar o exemplo. Dia da mãe é qualquer dia, em que me sinto feliz só por te ter, é sentir-me abençoada por tudo isto e grata por fazeres parte da minha vida. Acompanhar o teu crescimento é um privilégio meu amor.


Sem falsos moralismos, que nunca tive, eu sou hoje a mãe que sempre sonhei ser. O divórcio, assim como a idade trazem-nos uma sabedoria diferente em relação à maternidade. Eu não sou somente uma mãe trabalhadora a 100%, sou a mãe do Afonso, a «amiga crescida» das miúdas lá de casa, e se dependesse de mim a mãe de mais uma ou duas crianças, um cão e cinco peixes. Eu consigo arranjar todo o santo dia tempo para brincar, e mesmo afónica, voz para ler a história. O meu colo é reparador, os meus beijos sei que são também. A minha prioridade é ditada pela coração, pelo que mais importa, tudo o resto é segundo plano do filme principal. E quando as dúvidas das prioridades se me colocam (que também se colocam) ele já me diz, como ontem: Mãe o mais importante é o amor.
Que orgulho enorme, ser mãe de um menino que já sabe tanto.

30.4.14

Oeiras Parque

 
Imagens Oeiras Parque
 
No Oeiras Parque nos dias 1, 3 e 4 de Maio, as crianças poderão aprender com a ajuda de profissionais a fazer colares e pulseiras em trapilho, cartões perfumados, almofadinhas para brincos, guarda-recados, porta-pulseiras, ramos de flores em papel, vasos encantados, aventais digitais, molduras e cenários em eva.
 
No mesmo período decorre uma Feira solidária promovida juntamente com a Liga dos Amigos do Hospital de São Francisco Xavier, serão recolhidos bens, angariados sócios e serão vendidos crachás. Poderá doar: livros; roupa; brinquedos; bens alimentares; bens diversos e dinheiro. Existe ainda a necessidade específica de um ovo de transporte de bebé, um carro/cadeira/bengala e um PC para os serviços administrativos da liga.
 
Os donativos serão convertidos em: Corpo clínico – ligação de pedidos de apoio às Câmaras e Juntas de Freguesia; transportes – bilhetes e fotos dos justificativos; cabazes alimentares; apoio domiciliários; kit de emergência e kit de lanches.

 

29.4.14

25 de Abril de 2014

 
 

O fim-de-semana não foi como esperei, foi muito melhor. Não fizemos nem metade do que planejámos, mas essa é a parte boa da liberdade, poder ajustar ao que nos convém. O plano de ir a Lisboa ver o filme e o fogo de artifício foi logo posto de lado depois de jantar pelas crianças, queriam era descontrair de pijaminha de um dia de escola. Vimos um filme com pipocas no sofá e soube tão bem.
 
Na Sexta esperámos por uma senhora que vinha comprar um leão da fisher-price, via OLX, mas que acabou por só aparecer da parte da tarde. No final da manhã ainda fomos comprar cravos e vegetais à praça da Parede, vimos a bandeira hasteada e ouvimos músicas de Abril. Apanhámos flores, laranjas, e caracóis. Almoçámos churrasco no jardim, e na horta plantámos alfaces e tomates olho-de-boi comprados no mercado. No jardim plantámos cravos, chagas, e outras flores. Podámos e cavámos como se não existisse amanhã. Os miúdos fizeram caça aos ovos, brincaram ao balão, jogaram à bola, e andaram de bicicleta lá fora. Os dias de sol são tão mais divertidos. No final do dia ainda ouvimos uns discos vinil com músicas da Revolução.
 
No Sábado fomos todos à festa surpresa dos 50 anos da prima Lu, e no Domingo fizemos mais um churrasco com os avós e que correu tão bem. A tarde de Domingo foi para fazer penteados malucos, e despedirmo-nos de um fim-de-semana grande a 5 e com sabor a férias. Se se pudesse eternizar estes momentos felizes. Gosto tanto, mas tanto de nós todos juntos.