22.12.13

Última Semana


Na última semana aconteceram muitas coisas boas por aqui. O rapaz mais velho cá de casa fez anos, e celebrámos ao longo de vários dias. Aproveitámos o fim-de-semana sem miúdos para tornar um projecto antigo realidade. O Afonso fez uns postais de Natal para acompanhar a prenda das professoras e mascarou-se de pai-natal para as entregar. Enviámos um postal para Juliana à moda antiga, pelo correio. Comprámos o perú e outras coisas igualmente boas para a ceia de Natal e descobrimos mais um local com conservas especiais no Continente. 

Entretanto as miúdas entraram de férias, o Afonso anda em êxtase com o calendário de Natal, e a conversa sobre as prendas e a noite de Natal anda na ordem do dia. É bom criarmos as nossas tradições, cimentarmos os nossos valores no coração deles mas acima de tudo, é bom estarmos juntos.

13.12.13

Uma aventura na biblioteca


O Afonso teve um trabalho da escola para fazer no fim-de-semana e que consistia em ir à biblioteca, inscrever-se, requisitar um livro que seria o livro da semana e descrever num género de diário de turma a sua experiência.
Fomos os cinco à biblioteca de S. Domingos de Rana, a mamã fez a inscrição do Afonso, que já conhecia o espaço mas ainda não tinha cartão. A Mafalda e a Marta também se inscreveram. Chegámos na hora do conto, mas os miúdos estavam muito agitados e com uma missão. Em casa tínhamos telefonado a ver se aceitavam donativos mas de momento as doações de livros estão suspensas. No entanto a biblioteca está a aceitar doações multimédia e já temos um pequeno caixote para levar. A mamã adorou a secção de DVD’s e trouxe dois filmes do Hitckcock para ver em casa. A requisição por 7 dias é absolutamente gratuita. Depois desta visita rápida à zona dos crescidos fomos à zona das crianças. Gira, gira. Lá têm computadores, ecrãs para visualizar filmes, zona de brincar, zona de ler e claro corredores cheios de livros. Para casa trouxemos 3 livros. A Mafalda escolheu um sobre o Espaço, o Afonso um livro de brincar com comidas e um com horas para levar para a escola porque engraçou com o relógio.
Quando estávamos de saída reparámos que estava a decorrer no auditório uma «conversa» com o Professor Marcelo Rebelo de Sousa sobre os livros da sua vida e muito embora os crescidos gostassem de ter ficado a ouvir, os mais pequenos já só pensavam no lanche e fomos para casa.

11.12.13

Actividades giras para o Natal


Nos dias muito frios custa mais sair de casa e nada como arranjar actividades que os mantenham ocupados. As sessões de cinema são as minhas preferidas. Este fim-de-semana assistimos aos Smurfs 2, fizemos experiências científicas na banheira e pintámos um pai-natal de gesso.


Na compra de artigo Rik e Rok oferecem, aos membros do clube, um pai-natal para decorar. Comprei um calendário de chocolate para ajudar a contar os dias, e perceber «quanto tempo ainda falta para o natal.» e trouxe o nosso para casa. A Mafalda adora estas coisas de pintar mas dispensa os chocolates.  Já o Afonso também acha muita graça a pintar mas vibra mesmo é com os chocolates.

E assim lá estivemos no fim-de-semana a dar asas à imaginação. Espalhei plásticos e jornal, as tintas e os pincéis. Ao Afonso já lhe noto uma grande evolução, mão mais firme e a pintar mais dentro do risco, mas sobretudo um empenho e dedicação maiores. Esta mamã costurou um barrete para o pai-natal e o Carlos colou algodão ao barrete e barba. Ficou mesmo, mesmo giro.

E agora é participar no passatempo do Clube.
  

9.12.13

Pai Natal


Quando eu tinha a idade do Afonso os meus pais foram chamados à escola. A professora pediu-lhes para me contarem a verdade sobre o pai-natal. E assim, nesse ano, a minha prima que costumava desaparecer a meio da festa e tocava à porta vestida de pai-natal, despiu a máscara à minha frente. Só sei a história pelo que me contam pois não me recordo de nada. Ainda hoje acho estranho não ter más memórias a este respeito. Acho que foi pelo facto de continuar secretamente a acreditar. Na escola, os colegas diziam que o pai-natal não existia, mas eu insistia em como ele ia lá a casa. Na minha turma, eu era a única a acreditar.

Acho que a Mafaldita é como eu. Que basta algum adulto de confiança dizer que ele existe para valer como uma prova cientifica. Acho que secretamente também tem uma vontade grande de acreditar, mas depois a razão e a experiência confirmam-lhe o contrário. É a imaginação em contraponto com o seu espírito de cientista. Já o Afonso sabe não mas diz que sim, que todos os anos recebe uma carta de volta. Ou várias. E é verdade. No outro dia discutíamos isto lá em casa. Eu gosto de manter a história viva. Todos os anos escrevemos ao Pai-Natal, ao francês por email, ao dos CTT e ao da Lapónia por carta. Digo ao Afonso que escrevemos para várias moradas porque nunca sei em qual delas ele está de momento. E este ritual tem uma magia única. Mais do que ensiná-lo a pedir presentes eu peço ao Afonso para fazer um balanço do seu ano. Como se portou, o que tem a agradecer, o que espera daqui para a frente.

Na semana passada o Afonso foi com os colegas da turma entregar a carta ao pai-natal aos correios. E no fim-de-semana estivemos a pintar um pai-natal de gesso. Sei que esta história não vai durar muito mais, mas enquanto dura a alegria é muito maior.

Natal

 
É um projecto de uns amigos, que são uns queridos e merecem tudo de bom. Adoram animais e têm uma clínica veterinária em Caparide. E como os animais são também família, e o Natal também é deles, lembraram-se de fazer um passatempo, para eles e para os donos. Vejam como participar aqui.

5.12.13

Fim-de-semana


Aproveitámos ao milímetro cada minuto do fim-de-semana a dois. Aproveitámos para fazer tudo o que não conseguimos fazer com eles, sair (foi uma despedida em grande), dormir muito, comer sem horas marcadas, fazer compras tranquilamente, fazer sopa para metade da semana, e, em vésperas de Natal procurar presentes perfeitos sem pressa e com calma. E embora eu não me identifique com o consumismo desta altura do ano porque gostava que vivêssemos a quadra de uma outra forma, mais vinda de dentro e menos materialista, acabo por me render sempre à expectativa da alegria deles. E depois de muito andar e de chegar a casa com a carteira um pouco mais leve, sabe bem acender as luzes da árvore, ligar a lareira eléctrica, calçar as pantufas, ver um bom filme e beber um chá de lúcia-lima caseiro com uma fatia do melhor pão mundo.

Para os pais da zona fica o conselho, depois de comparar exaustivamente os folhetos do Jumbo, Continente e Toys’R’Us, chegámos à conclusão que os preços mais baixos em brinquedos são em média os do Jumbo, embora bastante semelhantes aos do Continente. Em relação ao Toys’R’Us os preços chegam a ser escandalosamente superiores, com diferenças de 30€ em alguns brinquedos, nomeadamente Legos, Playmobil e afins.

4.12.13

Lugares



Há lugares que não são nossos e vão passando a ser. Há pessoas que não eram nossas, e vão passando a ser. Temos com elas uma paixão comum que é quanto basta para iniciar o trajecto. E depois sentimos o seu carinho nas pequenas coisas, nos pequenos gestos quando chegamos. E quando partimos levamos lembranças, legumes e frutas na bagagem e um copo de água para abençoar o caminho.

O melhor do regresso a casa é retornar ao meu amor maior. Reportar os meus dias como a um diário, partilhar sempre com ele tudo o que vivi.

2.12.13

Ho Ho Ho


Foi a primeira vez que o Afonso assinou a carta ao pai-natal com a letra dele. E é tão perfeita na sua imperfeição. O A enorme e descoordenado, as linhas carregadas e cheias de vontade. Os Os onde podia caber um mundo. Ele já sabe as letras, temos praticado. Ainda se confunde mas sabe. A mãe inventou uma música há uns tempos para ajudar a decorar as letras do nome, e é assim:

Primeiro vem o A e depois o F

Depois vem o O e a seguir o N

Para terminar vem o S e O

E as letras todas juntas escrevem A-F-O-N-S-O :)


O Natal no Oeiras Parque

Imagem mailing Oeiras Parque
 
Mais informações aqui.

28.11.13

Estrelas - I

E são estas as outras estrelas. A varinha-estrela feita na escola no início deste ano lectivo, a cesta dos carrinhos, a minha (tua) estrela desenhada na barriga de gesso, as almofadas do sofá do teu quarto.

Estrelas. Sempre gostei tanto de estrelas que quando me pediram para te desenhar na minha barriga de gesso, pedi uma estrela. E és, a minha. A minha estrela, o meu astro rei. Por ti reformulo todas as equações. És quem me orienta desde cedo na direcção certa, na que faz bater mais forte o meu coração. Mesmo antes de saberes falar. És quem me guia, quem me reúne, quem me completa. Deste um novo sentido à minha vida e conferiste-lhe eternidade, que só é possível no coração daqueles que amam. São assim as estrelas pulsantes, vibrantes, cintilantes.

1, 2, 3, 4

27.11.13

Estrelas




Os dias são frios, demasiadamente frios, mas o sol lá vai espreitando. E mesmo de fugida, conseguimos ir fazendo algumas coisas lá fora - apanhar laranjas, cortar a relva, pintar cestas. No fim-de-semana aproveitámos para arranjar espaço, espaço para a árvore na sala, espaço para os brinquedos novos que irão chegar no quarto e espaço nas gavetas para a roupa que se renova. Escolhemos coisas para dar, em bom estado e que eram do Afonso mais «bebé». A mãe arruma o resto e inventa. A cesta dos carrinhos foi limpa e ganhou vida com uma estrela. A mesma que repliquei na cesta de piquenique. E estas estrelas juntam-se a outras tão especiais cá de casa. 

26.11.13

O Natal


Fizemos a árvore a oito mãos, as outras duas preparavam panquecas para o lanche. Ouvimos um disco de Natal comprado no ano passado nas feiras de velharias, com músicas intemporais que gosto tanto. Estava frio, muito frio lá fora. Abrimos os ramos por cores, desembrulhámos as bolas (carinhosamente embrulhadas em papel macio depois de cada Natal) como num ritual. A alegria das crianças durou toda a tarde e foi ampliada pela promessa desta dia muitos dias antes «No próximo fim-de-semana vamos fazer a árvore todos juntos. ». Depois disto o presépio, a cabana feita pelo bisavô Joaquim, o menino Jesus que a mamy ofereceu, as outras peças todas, e ainda um porco que arranjámos este ano, e uns bonecos dos miúdos que fizeram questão de marcar presença. O Afonso adora o presépio, diz que quer rezar ao pé dele. Eu junto-me a ele e digo para agradecermos muito, a saúde, a bênção de estar juntos, do amor e da ternura, da felicidade e do pão. E espero que um dia mais tarde, das memórias deles constem estas, o brilho das luzes, a música, o cheiro das panquecas, do crumble de maçã e do bolo de laranja, a alegria de estarmos juntos, e o amor o ingrediente de todos os dias felizes.

25.11.13

Lanidor

Imagem mailing Lanidor
 
O Afonso já escolheu, a mamã vai entregar. 
 
Se tem roupa para oferecer e não sabe a quem doar, entregue na H&M. Por cada saco de roupa para dar receberá 5€ para descontar em compras de valor igual ou superior a 30€ até ao final do ano.

22.11.13

O melhor do meu dia

http://diasdeumaprincesa.clix.pt/p/o-melhor-do-meu-dia.html


Partilhar o melhor do meu dia é sem dúvida uma das ideias deste Primeiro Limão. Também temos chatices, ainda que as principais resolvidas, mas este é um lugar que se quer de inspiração. Partilhar dicas de poupança, de sítios para ir com os miúdos, de coisas que podemos fazer em casa com eles, muitas sem gastar dinheiro, porque acredito desde miúda que o melhor da vida é grátis. E numa altura de crise, em que é necessária uma gestão com muitos malabarismos, sobretudo em famílias numerosas, há que ser ainda mais criativo.
 

O melhor do meu dia é também o exercício preferido das pessoas mais felizes. Aquelas que param para saborear o momento e contemplar. E das que param sobretudo para agradecer.

 
O meu é o do reencontro com este filho que me enche todas as medidas. É o ir buscá-lo à escola, e vê-lo correr para mim de braços abertos e a gritar «Mamãããã», e ouvir aquele «Amo-te muito» seguido do abraço mais necessário. Faz-me sem dúvida sentir que está, apesar de todas as decisões difíceis, a crescer bem e feliz. E depois vamos para casa tomar banho, e vestir o avental para «ajudar» a mamã na cozinha, brincamos ao Legos, jantamos, lemos a história abraçadinhos e vamos para a caminha com todo o mimo, ursinho, fraldinha e mão dada à mamã até adormecer. E naquele instante mágico em que te aconchego, e te abandonas aos sonhos, nesse instante és um anjo, incapaz de birras ou amuos. O silêncio é então de paz e eu a mãe abençoada e feliz.

20.11.13

2046

 
Não podemos responsabilizar ninguém pelas nossas decisões ou felicidade a não ser nós próprios. Esta consciência dá-nos uma leveza mas também um compromisso. Não dependermos de ninguém para sermos felizes é uma vantagem e uma liberdade a que só damos valor quando nos sentimos condicionados. Mesmo que em algum momento não possamos ser livres de tomar as nossas decisões devemos caminhar nesse sentido. E viver sempre nessa verdade, a nossa verdade, não obstante as contrariedades, dificuldades ou forças contrárias. Enfrentei tantas. E se neste processo ou caminho encontrarmos alguém que caminhe ao nosso lado em perfeita sintonia, devemos ficar gratos, porque há um tempo perfeito de existir das coisas, um eu e um tu, e um espaço que se cruza na imensidão de outros espaços que compõem a nossa vida. Num filme de Wong Kar Wai alguém ontem dizia que «Tudo sobre o amor é uma questão de tempo. Não é bom encontrar a pessoa certa nem muito cedo nem muito tarde.». Essa existência cruzada que se não explica, ocasionalmente acontece. Sem certezas, sem regras, sem matemáticas, sem fórmulas de sucesso e sem segredos. É um arbitrário fruto da sorte e do acaso. Sempre existiram pessoas distraídas a tropeçarem juntas. Saber, sabemos apenas o que somos e o que queremos e aceitamos para nós. O resto é um salto de fé e de coração aberto. E é assim que encontro a certeza da leveza da tua mão fechada, um teu sorriso sem palavras, um teu olhar cheio de ternura onde tudo acontece. O tempo pára e materializa-se no que nós quisermos. Como pode o amor ter tantas formas, se a equação final é tão simples? O que procuramos nós? O sentido da vida só pode ser este, somente no amor reside a eternidade, tudo o resto é uma passagem.
 
Do que aprendi até aqui, e que podia ser tão diferente (que a vida não nos ensina a todos da mesma forma, nem ao mesmo tempo) partilho isto: Pensar que por princípio as pessoas não mudam, e não devemos ter a pretensão de as mudar. No entanto o amor tem a capacidade de fazer de nós melhores pessoas. Pensar que é necessário gostarmos de nós, muito, antes que alguém goste. E esse gostar muito, implica um respeito por nós que não devemos deixar que ninguém quebre. No entanto o amor não é egoísta pressupõe dádiva. E quanto mais damos mais felizes somos. Pensar que não devemos culparmo-nos por ter tentado, mas que devemos crescer com as nossas decisões menos certas. Pensar em orientar a nossa vida para o que nos realiza e alimenta, ela é nossa para viver. E quando for necessário recomeçar, pensar que este pode ser o tempo, e este o dia em que tudo começou.

Dia do Pijama

Imagem mailing Throttleman
 
O Afonso, à semelhança de muitos meninos, foi hoje de pijama para a escola. A causa merece, e o dia promete ser uma alegria. Até as professoras estão vestidas a rigor. O ano passado já tinham celebrado este dia com imensas actividades.
 
Mais sobre esta iniciativa Mundos de Vida aqui.

18.11.13

Passatempo Science4You - vencedores




As vencedoras do passatempo Science4You são:


Andreia Oliveira Coelho
Marta Jerónimo
 

Muitos parabéns!!!

Queiram por favor enviar as vossas moradas para o email vanessa.casais@gmail.com para o envio do prémio.

Obrigada a todos pelas participações criativas!

 

15.11.13

Kidzania


Fui com os dois, divertir-me e tomar conta dos dois. Senti-me babada e orgulhosa dos dois, colada à janela dos sítios onde não podia entrar. Mas a Kidzania não é só para as crianças. Aprendi a ser bombeira e andei no carro com eles. A Mafalda olha pelo Afonso e eu derreto-me com isso. Depois foram fazer cereais de chocolate, pizza e sumos. Conheceram as regras com que se tecem as coisas, a maneira certa, o procedimento. Tudo o resto é brincadeira, é aprender a ser crescido sem o ser de facto. Recebem ordenado pelo trabalho, gastam o dinheiro na loja à saída. Não foi a primeira vez de nenhum deles, mas foi a nossa primeira vez juntos.
Obrigada Nestum.

O bilhete familiar pode ser adquirido nos CTT ou Ticketline. Há também uma promoção no MacDonalds em que oferecem um bilhete de adulto na compra de um de criança, ao comprar um Mac Menu e um Happy Meal até 31 de Dezembro.

14.11.13

Estrelinha



Este fim-de-semana éramos seis. É que com as meninas veio a Estrelinha, a mascote da turma da Mafaldita, uma lontra de peluche que viaja todos os fins-de-semana para uma casa nova. Devíamos tirar fotografias e registar num diário que a acompanha as nossas actividades ao longo deste dias. A Estrelinha andou de skate, comeu à mesa, dormiu a sesta, ajudou-nos a fazer um bolo e foi inclusivamente connosco à Kidzania.
Esta responsabilização, o saber tomar conta, o saber assumir responsabilidades «cuidando» é fundamental ao crescimento e desenvolvimento dos nossos filhos. Com a nossa forma, muitas vezes inconsciente, de os educarmos, esquecemo-nos de lhes dar responsabilidades de forma a irem evoluindo e errando por si próprios. E não nos apercebemos muitas vezes, que eles adoram ter uma tarefa, uma responsabilidade.
Esta semana comecei a pedir ajuda ao Afonso para pôr a mesa. Ele lá foi colocando os copos de plástico, os guardanapos, o sumo, coisas simples mas necessárias, e adorou participar por se sentir parte integrante do «mundo» dos crescidos.