Ontem terminei de separar as sementes de alho francês e salsa. Coloquei em sacos com a data da colheita para mais tarde poder optar. As sementes de alho francês foram particularmente difíceis de separar. Demorámos cerca de duas semanas a separá-las de dois bolbos. Pelo correio recebi o CD «Em Fuga» de um passatempo da CIN no facebook. Ontem depois do trabalho fui à fisioterapia e a uma antestreia. Ontem foi um dia muito longo, produtivo e bom.
Tenho por hábito, excepto em raras ocasiões, não recusar nada e dizer que sim a tudo. Tenho uma urgência e pressa de viver desde que me conheço e acho sempre que ao recusar qualquer coisa, estou a abandonar uma ideia ainda em aberto, que se pode revelar extraordinária e determinante para a minha vida. Nunca sabemos o que nos vai acontecer, por isso temos de sair de casa e viver muito. Foi assim, que ontem às sete da tarde decidi ir ao cinema com uma amiga em Lisboa, sem faltar à fisioterapia de uma hora, tomando duche e jantando pelo caminho, tendo conseguido chegar a todo o lado a horas. É assim que hoje vou ver a Aurea com a Patrícia, que já tentou umas quantas vezes este ano, sem sucesso (mas hoje vai), e que amanhã começo uma formação que se prolonga por duas semanas. É por isso que não compreendo quando as pessoas me dizem que não têm tempo. O tempo arranja-se, não estica é certo, mas arranja-se. Eu tenho um trabalho a tempo inteiro, um filho bebé, um blog, uma horta, um jardim para cuidar e arranjo tempo para tudo. E atenção, eu não sou nenhuma super mulher, embora ultimamente me sinta com muito mais energia. Nem tão pouco sou sortuda como às vezes possa parecer a quem lê este blog. Quando muito sou persistente e audaz. As finanças e a segurança social passam a vida a enganar-se comigo. E a nível sentimental, bem a minha vida dava uma Tragédia Grega em muito mais do que três actos. Porém, prefiro concentrar-me nas coisas boas, nas pessoas de quem gosto e em tudo o que me dá prazer. Nem sempre fui assim, mas ando a aprender.









