10.11.10

O roupeiro e eu

Já não bastava ter tomado consciência há pouco tempo que não tenho tempo nem para um banho de imersão, tomo agora consciência que não tenho tempo para arrumar o novo roupeiro. Tenho andado de volta dele, todo o Santo dia, desde que chegou, ora a zona das calças, ora das gavetas, ora da chapeleira - não que eu tenha chapéus, é só mesmo para identificar a zona - ora da sapateira, ora da zona dos cintos, das camisas, eu sei lá, a roupa não pára de aparecer e de aumentar. Depois há a condicionante Afonso, que não é compatível com arrumações e que não conhece a expressão «estar sossegado». A mãe arruma, ele vem e espalha tudo. A mãe sobe ao escadote, ele quer subir também. A mãe quer fazer barulho e o Afonso quer dormir. Por isso mesmo, isto tem sido um trabalho mais demorado que o normal e sem fim à vista. Mas mesmo em contenção apertada, sem tempo para nada e com tudo a correr às avessas, ando super feliz e motivada como não andava há muito, e não ando a tomar nada às escondidas, não senhora, ando feliz porque sim!

Mas o meu roupeiro é lindo, e mesmo com todos os apetrechos ainda o vou melhorar com alguns extras. Estou a adorar cada coisinha nova cá em casa, cada uma que pensámos, idealizámos e concretizámos. É menos uma pendente.

8.11.10

Vida Doméstica

Ando a superar-me a mim mesma. No Sábado abri uma abóbora enorme e cortei-a em pedaços. Foi uma luta. Ela era grande e rija e eu fartei-me de suar para a cortar. Congelei 7 sacos, com dois pedaços cada, para a sopa. Tirei um parcela grande para o frigorífico e do que restou fiz sopa e, bem, e fiz doce de abóbora. Nunca na minha vida vou conseguir repetir o feito. A sopa estava tão boa, que mesmo depois de uma semana sem comer grande coisa, o Afonso devorou 3 tigelas. Não fiz nada diferente, deve ter sido da Abóbora ou então enganei-me, não sei. Quanto ao doce foi uma estreia mas correu muito bem, o que para variar é muito bom. O André chegou a casa depois da fotografia e deu conta de metade da embalagem maior. No final tapei-os com papel vegetal e dei aquele toque profissional. Nos últimos tempos, já aprendi três lições culinárias muito importantes. Por ordem, foi mais ou menos assim: seguir sempre a receita (a inventar é mais para o fim), verificar sempre se tenho todos os ingredientes antes de começar (senão vejo-me obrigada a inventar de início e a coisa tende a correr menos bem) e por último nunca desistir porque não correu bem, nem à primeira nem à décima terceira. 

Ao mesmo tempo arranjei umas garrafas vazias e vou começar a fazer experiências com o azeite. Tenho planta de caril em casa e estou a pensar colocar uns raminhos sem folha. Também vou experimentar com rosmaninho, algum há-de sair bem.

7.11.10

50% de Desconto em Brinquedos

Termina hoje o fim-de-semana de loucos no Continente. Imagino a quantidade de pais que voaram para lá, e a loucura ao pé das prateleiras dos brinquedos mais procurados. A minha querida sogra aventurou-se ontem e ainda conseguiu comprar um computador do Panda, mas segundo ela, logo de manhã, já só restavam dois. Aos pais que gostavam de lá ir mas que por algum motivo não conseguem, podem sempre comprar no Continente Online aqui http://www.continente.pt/ProductsCategory.aspx?CategoryName=6&CategoryPath=. Boa sorte!

6.11.10

Sábado

Já tenho roupeiro. Saíram de cá por volta da meia-noite e ainda ficaram a faltar uns ajustes, mas já tenho roupeiro. Agora falta arrumar tudo lá dentro (Coisa pouca...). Entretanto estou sem André e o Afonsinho dorme, e lembrei-me de ir tratar dos bolbos. Fui ler ao Borda D'Água e lá vem, no jardim «Plantar bolbos de flores». Também diz para «estercar covas para a plantação na Primavera de árvores ou arbustos» e «Estacar as plantas contra o vento.» que eu não faço ideia do que seja. Quanto às roseiras, já as plantei.
Para plantar os bolbos e uma vez que vou recorrer aquela técnica de floração rápida, decidi colocar uns filtros por baixo da terra, para retirar o excesso de humidade, uma vez que os vasos que escolhi não têm furo. Aprendi esta técnica num curso de aromáticas com o André. É engraçado como mesmo antes de termos esta casa já tirávamos cursos de plantas medicinais e aromáticas, e como utilizámos inclusivamente este tema no nosso casamento. Os vasinhos mais pequenos são de faiança portuguesa e comprei-os a um bom preço no Continente. Ando apaixonada por faiança e louça portuguesa. Acho que nunca me tinha apercebido de como é tão bonita e de tão boa qualidade, mas ao mesmo tempo económica. A Michelle Obama é uma das muitas fãs, da nossa louça mas há muitas marcas portuguesas a terem sucesso lá fora. Nestas incursões até descobri um grupo de fãs de Bordalo Pinheiro, o clube dos bordalianos, e juntei-me a eles aqui http://www.bordallopinheiro.pt/site/index.html. Descobri também este blogue http://velhariasdoluis.blogspot.com/, onde tenho aprendido muita coisa e que merece uma visita.

IDescontente com IFraldas

Pode ser coincidência, ou talvez não, mas a verdade é que esta semana mudei a cama ao Afonso 4 vezes. Isto nunca acontece. Mudo a caminha dele apenas 1 vez por semana, para lavar os lençóis normalmente. Não mudo duas, nem três, e muito menos quatro, nem quando o Afonsinho era mais bebé. A IFralda não absorve o suficiente, e eu vou voltar a usar as outras. São mais caras e não são tão absorventes. Estou a pensar seriamente em escrever para a Dodot. Já alguém experimentou? Gostava imenso de conhecer mais opiniões.

5.11.10

Fazer a festa com Fairy

Estou fã de Fairy. Para além destas pastilhas para a máquina ganhas num passatempo do Facebook, ainda ficámos entre as cinco famílias finalistas do passatempo «Faça a festa com Fairy». A ideia é vir cá a casa o Chakall e cozinhar para um grupinho de 30 pessoas, numa festa patrocinada pelo Fairy. E o que eu gosto de festas! Mesmo não ganhando só o poder contar a história já tem a sua graça.

Cá dentro, cá fora

O André diz que as laranjas ainda não estão no ponto, que tenho de esperar mais um bocadinho. A mim parecem-me laranjas mas ele diz que não, que ainda não estão laranjas suficientes.

Entretanto, que giro, a relva que plantei no Verão, começou a nascer. Afinal as formigas não levaram as sementes todas. O pior é que misturadas com a relva estão a crescer tantas, mas tantas, ervas daninhas.

3.11.10

Poupança

O que a crise tem de bom, é forçar-nos a analisar as despesas e reinventar a dieta financeira. Há sempre espaço para mudanças. Se repararmos bem, as melhores ideias nesta matéria são normalmente ecológicas e fazem bem à saúde. Ou seja, ao pouparmos na factura da luz estamos a ajudar o planeta, ao fazermos menos refeições preparadas estamos a preservar a nossa saúde e ao mesmo tempo estamos a constituir aforro. Nem sempre temos de sacrificar o valor nutritivo das refeições para poupar uns euros.

Ainda a propósito das prendas do Natal e da época consumista que se avizinha, estava no outro dia a pensar nos cabazes de Natal, e comecei a fazer contas aos cestos e aos extras e cheguei à conclusão que salvo raras excepções, acaba por ser um presente caro. Afinal, mesmo que se façam as compotas e os biscoitos, sacrifica-se o nosso tempo, e quantos de nós não gostavam de ter mais tempo livre para estar com os filhos? É claro que fazer os biscoitos é uma actividade que pode envolver a família toda. Sempre gostei de fazer biscoitos e centros de mesa e oferecê-los no Natal. A minha sugestão é no entanto diametralmente oposta, gastar sim, mas pouco, e poupar em tempo. Mais vale reservar ainda que pouco por pessoa e escolher um presente original mas económico. Uma moldura bonita com a fotografia do neto tem muito mais valor para uma avó do que um perfume.

Faltando ideias originais podemos sempre oferecer mealheiros e raspadinhas.

Boas notícias

Hoje é dia de boas notícias. Acabei de saber que o roupeiro chega na sexta, mais cedo do que o previsto, e isso deixa-me logo bem disposta. É que a casa assim, com a roupa em caixotes e desarrumada ainda não tem ar de estar plenamente habitada, ainda me faz sentir em mudanças, mesmo 7 meses depois de o ter feito. Mas como as boas notícias andam normalmente aos pares como as cerejas, vimos hoje que ganhámos um prémio no Euromilhões do escritório. É um prémio pequeno mas vai dar para festejar o Magusto, na próxima semana. Claro que os passatempos também me têm deixado feliz, embora me falte tempo ultimamente para concorrer.

2.11.10

Dias de sorte

Há dias de sorte e há dias assim. De manhã vacina e à tarde dentista.

Hoje tomei a terceira dose da Gardasil, vacina contra o cancro do colo do útero, e aproveito mais uma vez para passar a palavra http://www.passaapalavra.com/. É uma vacina que para as mulheres que já não estão abrangidas no plano nacional de vacinação, acaba por ser bastante cara, mas valerá pena arriscar? Para mim não.

Não deixe de consultar o primeiro site sobre vacinas em Portugal, lançado recentemente, aqui http://www.vacinas.com.pt/. E se vai levar o seu filho à vacina aproveite e reveja as suas.

Natal

Tenho andado a pesquisar presentes engraçados mas económicos para oferecer. Tenho encontrado sites com ideias muito boas, inclusivamente com presentes feitos em casa. Os cabazes de Natal são uma prenda engraçada. E para quem tem jeito para cozer ou para bordar ainda há ideias mais engraçadas. Para o ano que vem tenciono ter compotas, azeites aromáticos, licores, flores, tomatadas e outras coisas giras. Mas este ano, infelizmente, não tenho nada disto. Entretanto no meio das minhas pesquisas descobri a Constança Cabral http://saidosdaconcha.blogspot.com/ e fiquei rendida. Apaixonei-me pelo blog quer pelas coisas que ela faz. Ela tem aquela habilidade de fazer parecer tudo tão fácil. Imagino-a como um género de Martha Stewart portuguesa. É tudo tão giro neste blog. Ando cheia de vontade de comprar a máquina de costura e aventurar-me também. Entretanto retirei a ideia dos bolbos http://saidosdaconcha.blogspot.com/2010/10/bolbos-bulbs.html, e já comprei uns Narcisos para experimentar. Vamos lá ver se tenho vasos lindos para dar cor à casinha e também para oferecer a partir de Janeiro. Quando florirem, eu mostro.

1.11.10

Segunda com sabor a Domingo

No Sábado fomos ao mercado e para mim foi uma estreia. Junte-se ao acordar cedo muita chuva e o resultado, bem o resultado não poderia ter sido melhor. Molhada mas feliz! Nunca eu tinha visto tantos legumes e flores e animais e árvores juntos. Ele há bancas com ticket e multibanco, fiquei impressionada! De qualquer forma trouxemos muitas coisas e para a semana se tudo correr bem lá estou eu outra vez. Trouxemos queijos de cabra, cenouras, um limoeiro, uma dúzia de pés de alface e alho francês, e mais meia dúzia de alface roxa para plantar (já estão plantados), dois barretes de lã, e pão alentejano. Vontade, vontadinha, foi de trazer aqueles pintainhos todos e coelhinhos antes que alguém os levasse para comer, mas o André lá me distraiu e bem a tempo que logo a seguir choveu a potes.

Animada com o meu crescente interesse pela culinária fui tirar a máquina do pão da arrecadação e até fui comprar a farinha. Mas a massa não cresceu, que a máquina já é velhota e o André ao deitar fora a massa deitou também a pá. Ou seja, agora fiquei sem máquina do pão, por ele ser totó. Eu que até era para fazer marmelada lá, já não faço, nem marmelada nem pão. Hoje até me deixou dormir mais um bocadinho cheio de remorsos.

É que fazia parte deste meu sonho para estes três dias frios, o cheirinho do pão acabadinho de fazer pela casinha nova. Os três na cama a comer fatias cheias de manteiga e a ver televisão. Nada correu como eu esperava, mas foi bom na mesma. Hoje vou desforrar-me com castanhas assadas e pensar que sabe bem começar a semana já na terça. É que hoje é segunda mas com sabor a Domingo e veio mesmo, mesmo a calhar.

31.10.10

Dia das Bruxas

Já tinha perdido a esperança de conseguir esta promoção http://primeirolimao.blogspot.com/2010/10/dia-das-bruxas.html, porque tanto no Oeiras Parque como no Cascais Shopping os puzzles esgotaram logo. No entanto a minha mãe conseguiu, e nós gostámos muito!!! O puzzle e a caixinha brilham no escuro e são mesmo queridos. Quanto ao dia das bruxas foi mesmo de meter medo. É que ontem durante a noite, o lugar sequinho que eu tinha encontrado para estender a roupa, ou seja as arrecadações, inundaram e hoje foi dia de secar tudo e arranjar soluções. Desde radiografias, a enfeites de Natal, tapetes e cadernos da escola, entre imensas outras coisas típicas de arrecadação, tudo molhado e a boiar. A Taga não graças a Deus, que está aqui guardadinha à entrada. Depois do arraial de tirar tudo, e limpar, fomos procurar uma bomba de água para extrair a água da chuva sempre que esta ultrapasse os 5 mm. Para completar o susto, ainda fomos ao Continente aproveitar os 50%. Medo! Entretanto eu só espero que este filme não se repita. Na lista para o pai Natal já estão pedidas umas galochas!

30.10.10

Harry e o balde de dinossauros

Esta semana recebemos o DVD do «Harry e o balde de dinossauros», de um passatempo Goodlife no facebook. O Afonso adora DVD's, mas não para ver na televisão, adora para brincar com as caixas, que abre uma atrás da outra, e espalha todas no chão, e os próprios CD's. Daí que esta é uma excelente prenda de Natal para o Afonsinho, porque para além de tudo isso tem uma pega, e eu já estou a imaginá-lo a passeá-la. A partir de agora vou reservar alguns prémios para ele, e embrulhá-los para o Natal. Bem sei que nesta casa o Natal é quase todos os dias, e o carteiro é um género de pai Natal, mas há que manter a tradição!

29.10.10

Ben10

Ontem:
-Amor, mudança de planos para amanhã de manhã.
-Então?
-Vamos ver o Ben10, ganhei um bilhete.
-Só um?
-Sim.
-Tu não vês que isso é para miúdos mais velhos? Ben 10…. 10… o Afonso não vai achar graça, e ainda por cima é logo de manhã e ainda temos de pagar um bilhete.
-Ok. Logo se vê.
Hoje:
-Amor, olha, ganhei bilhetes para o Ben10.
-Sim. Já tinhas dito.
-Sim, mas agora é outro passatempo. Ganhámos dois bilhetes e é para as 15h.
-Então vamos.
-Então e o Afonso? Achas que vai gostar?
-Acho que sim, vamos.

(Então e a história de ser para miúdos mais velhos, Ben 10… 10…???)

Aqui fica mais um site de visita obrigatória http://canelaehortela.com/ com fantásticos passatempos!

Uma aventura à chuva

Ontem fiz pudim. Até passei a forma por água fria para desenformar bem. Hoje a chuva molhou-me as toalhas todas, e acabei por estender roupa numa das arrecadações. Estou contente, por ter descoberto um sítio seco e bom para estender a roupa. De qualquer modo, detesto trovoada, e fico nervosa com alertas amarelos. Ainda há bocado me entrou um raio pela janela, aqui no escritório, e fez faísca no candeeiro. Desatei a gritar e vieram logo todos a correr salvar-me, mas não passou de um susto. Dizem as estatísticas que é mais fácil sair a lotaria que um raio nos acertar. Eu não me importava que a lotaria, ou o Euromilhões me entrassem assim pela janela. Pode ser que entre hoje que é sexta. Está visto que estou em dia bom para vencer estatísticas. Ganhei um bilhete para o Ben10, para amanhã, mas se tiver este tempo tenho medo de ir de carro até Lisboa. Só me apetece é pantufas, cobertores e chazinho. De qualquer forma tinha destinado ir ao mercado logo de manhã, mas ir ao mercado à chuva não vinha nos planos e não deve ser agradável. Para ajudar à festa fui almoçar a casa e o carro ficou sem bateria, vim a pé para escritório à chuva e sem chapéu. Tenho os pés molhados, e também tinha o cabelo, mas fui secá-lo ali ao cabeleireiro em frente. Sim, que com esta chuva toda, mais vale uma pessoa fingir que está sol e dar a volta ao mau tempo.

Obrigada

Aprender a agradecer é a minha nova campanha. O Afonsinho dá-me alguma coisa para a mão e eu digo «Obrigada» e faço um sorriso rasgado. Até agora acho que as palminhas funcionam melhor com ele. No entanto reconhecer com gratidão é um dos melhores caminhos para a felicidade. Quando valorizamos as coisas boas da nossa vida, e as pessoas que nos rodeiam, geralmente sentimo-nos mais abençoados e felizes. Esta semana que passou, talvez inundada de espírito natalício, senti-me grata por muitas pessoas que passaram pela minha vida e a transformaram, algumas seguiram caminhos diferentes, outras ficaram, mas àquelas que tiveram uma influência positiva, agradeci. Agradeci à minha orientadora de mestrado, Lurdes, pelo apoio incondicional numa altura complicadíssima para mim. No entanto a influência que ela teve no meu futuro, face à minha predisposição na altura, foi bem maior que a académica. A Lurdes deu-me vontade de gerir assim família e carreira, e por incrível que pareça, de ter uma casa antiga e a ir recuperando. Essa vontade foi real, existiu e ganhou vida própria. Ao Alexandre agradeci ter-me ensinado a agradecer. E por toda a alegria de ter tomado consciência disto tudo, fiquei feliz. É por isso que se disseres «Obrigada» meu filho lindo, vais estar a dizer a alguém «Estou feliz», e não há nada que a mamã mais queira do que isso.