Ganhámos quatro bilhetes para a Vila Natal com aquele pai-natal que os miúdos pintaram do Rik e Rok, e no Sábado lá fomos rumo a Óbidos logo depois do Inglês do Afonso. Na cesta levámos um piquenique para não gastarmos tempo com o almoço e assim comemos durante a viagem. Também levámos lanche e ainda bem, porque não nos lembrámos de levantar dinheiro fora da muralha e no evento não havia multibanco. O dinheiro que tínhamos ainda deu para algumas diversões e os miúdos lá fizeram a festa, sobretudo na parte do gelo. Viram póneis, ovelhas, falcões e águias. Viram o Pai-Natal, duendes, biscoitos de gengibre gigantes, visitaram quase tudo o que havia por visitar e no final do dia chegaram felizes e cansados a casa.
O meu primeiro limão é com orgulho o meu primeiro blogue, é um diário aberto sobre a minha experiência com a maternidade, entre outras paixões.
23.12.13
Festa de Natal




Adoro as Festas de Natal do externato do Afonso, muitos
pais, muitas crianças, um palco digno de gente grande e um auditório a
condizer. Gostava no entanto que tivessem mais diálogos que são sempre tão
engraçados. Faz-me lembrar os meus tempos de escola. Tínhamos fatos feitos
pelas professoras também e uma série de acessórios comprados em listas pelas mães.
Tínhamos sempre um presépio vivo, cantigas, danças e poemas recitados. Recordo-me
que uma vez um menino levou uma ovelha de verdade para o teatro. Foi o cabo
dos trabalhos fazerem-na subir ao palco e depois ela assustou-se e foi uma rambóia
a peça toda. Nós costumávamos fazer a festa de Natal no palco da SMUP, que
acabou de ser reinaugurada na Parede, já o externato do Afonso elege o auditório
dos Maristas de Carcavelos.
Na festa do ano passado o Afonso foi vestido com uma fatiota de homem
das cavernas e tocou tambor com um osso gigante. Este ano foi vestido de boneco
de neve e cantou e dançou com uma enorme graça. O ano passado era o primeiro
ano dele na escola e eu para o motivar e para ele não ter medo combinei que levaria uma bandoleta de rena para ele me ver do palco. Eu não fazia ideia
que era tanta gente, e ele não viu a mamã mas achou graça ao conceito. A moda
pegou e este ano tive de repetir.
No final da festa lá fui buscar o meu jovem artista que vem
sempre exausto para casa, cansado de um dia de festa rija e eu fico sempre de
coração cheio e a transbordar de orgulho.
22.12.13
Última Semana
Na última semana aconteceram muitas coisas boas por aqui. O rapaz mais velho cá de casa fez anos, e celebrámos ao longo de vários dias. Aproveitámos o fim-de-semana sem miúdos para tornar um projecto antigo realidade. O Afonso fez uns postais de Natal para acompanhar a prenda das professoras e mascarou-se de pai-natal para as entregar. Enviámos um postal para Juliana à moda antiga, pelo correio. Comprámos o perú e outras coisas igualmente boas para a ceia de Natal e descobrimos mais um local com conservas especiais no Continente.
Entretanto as miúdas entraram de férias, o Afonso anda em êxtase com o calendário de Natal, e a conversa sobre as prendas e a noite de Natal anda na ordem do dia. É bom criarmos as nossas tradições, cimentarmos os nossos valores no coração deles mas acima de tudo, é bom estarmos juntos.
13.12.13
Uma aventura na biblioteca
O Afonso teve um trabalho da escola para fazer no fim-de-semana e que consistia em ir à biblioteca, inscrever-se, requisitar um livro que seria o livro da semana e descrever num género de diário de turma a sua experiência.
Fomos os
cinco à biblioteca de S. Domingos de Rana, a mamã fez a inscrição do Afonso,
que já conhecia o espaço mas ainda não tinha cartão. A Mafalda e a Marta também
se inscreveram. Chegámos na hora do conto, mas os miúdos estavam muito agitados
e com uma missão. Em casa tínhamos telefonado a ver se aceitavam donativos mas
de momento as doações de livros estão suspensas. No entanto a biblioteca está
a aceitar doações multimédia e já temos um pequeno caixote para levar. A mamã
adorou a secção de DVD’s e trouxe dois filmes do Hitckcock para ver em casa. A requisição por 7
dias é absolutamente gratuita. Depois desta visita rápida à zona dos crescidos fomos
à zona das crianças. Gira, gira. Lá têm computadores, ecrãs para visualizar
filmes, zona de brincar, zona de ler e claro corredores cheios de livros. Para
casa trouxemos 3 livros. A Mafalda escolheu um sobre o Espaço, o Afonso
um livro de brincar com comidas e um com horas para levar
para a escola porque engraçou com o relógio.
Quando estávamos
de saída reparámos que estava a decorrer no auditório uma «conversa» com o
Professor Marcelo Rebelo de Sousa sobre os livros da sua vida e muito embora
os crescidos gostassem de ter ficado a ouvir, os mais pequenos já só pensavam
no lanche e fomos para casa.
11.12.13
Actividades giras para o Natal

Imagem Clube Rik e Rok
Nos dias muito frios custa mais sair de casa e nada como arranjar
actividades que os mantenham ocupados. As sessões de cinema são as minhas
preferidas. Este fim-de-semana assistimos aos Smurfs 2, fizemos experiências
científicas na banheira e pintámos um pai-natal de gesso.
Na compra de artigo Rik e Rok
oferecem, aos membros do clube, um pai-natal para decorar. Comprei um
calendário de chocolate para ajudar a contar os dias, e perceber «quanto tempo
ainda falta para o natal.» e trouxe o nosso para casa. A Mafalda adora estas
coisas de pintar mas dispensa os chocolates. Já o Afonso também acha
muita graça a pintar mas vibra mesmo é com os chocolates.
E assim lá estivemos no fim-de-semana a dar asas à imaginação. Espalhei
plásticos e jornal, as tintas e os pincéis. Ao Afonso já lhe noto uma grande
evolução, mão mais firme e a pintar mais dentro do risco, mas sobretudo um
empenho e dedicação maiores. Esta mamã costurou um barrete para o pai-natal e o
Carlos colou algodão ao barrete e barba. Ficou mesmo, mesmo giro.
E agora é participar no passatempo do Clube.
9.12.13
Pai Natal
Quando eu tinha a
idade do Afonso os meus pais foram chamados à escola. A professora pediu-lhes
para me contarem a verdade sobre o pai-natal. E assim, nesse ano, a minha prima
que costumava desaparecer a meio da festa e tocava à porta vestida de pai-natal,
despiu a máscara à minha frente. Só sei a história pelo que me contam pois não
me recordo de nada. Ainda hoje acho estranho não ter más memórias a este respeito. Acho que foi pelo facto de continuar secretamente a acreditar.
Na escola, os colegas diziam que o pai-natal não existia, mas eu insistia em como
ele ia lá a casa. Na minha turma, eu era a única a acreditar.
Acho que a Mafaldita
é como eu. Que basta algum adulto de confiança dizer que ele existe para valer
como uma prova cientifica. Acho que secretamente também tem uma vontade grande
de acreditar, mas depois a razão e a experiência confirmam-lhe o contrário. É a
imaginação em contraponto com o seu espírito de cientista. Já o Afonso sabe não
mas diz que sim, que todos os anos recebe uma carta de volta. Ou várias. E é
verdade. No outro dia discutíamos isto lá em casa. Eu gosto de manter a história
viva. Todos os anos escrevemos ao Pai-Natal, ao francês por email, ao dos CTT e
ao da Lapónia por carta. Digo ao Afonso que escrevemos para várias moradas
porque nunca sei em qual delas ele está de momento. E este ritual tem uma magia
única. Mais do que ensiná-lo a pedir presentes eu peço ao Afonso para fazer um
balanço do seu ano. Como se portou, o que tem a agradecer, o que espera daqui
para a frente.
Na semana passada o Afonso foi com
os colegas da turma entregar a carta ao pai-natal aos correios. E no fim-de-semana estivemos a pintar um pai-natal de gesso. Sei que esta história não vai
durar muito mais, mas enquanto dura a alegria é muito maior.
5.12.13
Fim-de-semana
Aproveitámos
ao milímetro cada minuto do fim-de-semana a dois. Aproveitámos para fazer tudo
o que não conseguimos fazer com eles, sair (foi uma despedida em grande), dormir muito, comer sem horas
marcadas, fazer compras tranquilamente, fazer sopa para metade da semana, e, em
vésperas de Natal procurar presentes perfeitos sem pressa e com calma. E embora
eu não me identifique com o consumismo desta altura do ano porque gostava que vivêssemos
a quadra de uma outra forma, mais vinda de dentro e menos materialista, acabo por me
render sempre à expectativa da alegria deles. E depois de muito andar e de
chegar a casa com a carteira um pouco mais leve, sabe bem acender as luzes da
árvore, ligar a lareira eléctrica, calçar as pantufas, ver um bom filme e beber
um chá de lúcia-lima caseiro com uma fatia do melhor pão mundo.
Para os pais da zona fica o conselho, depois de comparar exaustivamente os folhetos do Jumbo, Continente e Toys’R’Us, chegámos à conclusão que os preços mais baixos em brinquedos são em média os do Jumbo, embora bastante semelhantes aos do Continente. Em relação ao Toys’R’Us os preços chegam a ser escandalosamente superiores, com diferenças de 30€ em alguns brinquedos, nomeadamente Legos, Playmobil e afins.
Para os pais da zona fica o conselho, depois de comparar exaustivamente os folhetos do Jumbo, Continente e Toys’R’Us, chegámos à conclusão que os preços mais baixos em brinquedos são em média os do Jumbo, embora bastante semelhantes aos do Continente. Em relação ao Toys’R’Us os preços chegam a ser escandalosamente superiores, com diferenças de 30€ em alguns brinquedos, nomeadamente Legos, Playmobil e afins.
4.12.13
Lugares
Há
lugares que não são nossos e vão passando a ser. Há pessoas que não eram
nossas, e vão passando a ser. Temos com elas uma paixão comum que é quanto basta
para iniciar o trajecto. E depois sentimos o seu carinho nas pequenas coisas,
nos pequenos gestos quando chegamos. E quando partimos levamos lembranças,
legumes e frutas na bagagem e um copo de água para abençoar o caminho.
O melhor do regresso a casa é retornar ao meu amor maior. Reportar os meus dias como a um diário, partilhar sempre com ele tudo o que vivi.
O melhor do regresso a casa é retornar ao meu amor maior. Reportar os meus dias como a um diário, partilhar sempre com ele tudo o que vivi.
2.12.13
Ho Ho Ho
Foi a
primeira vez que o Afonso assinou a carta ao pai-natal com a letra dele. E é tão
perfeita na sua imperfeição. O A enorme e descoordenado, as linhas
carregadas e cheias de vontade. Os Os onde podia caber um mundo. Ele já sabe as
letras, temos praticado. Ainda se confunde mas sabe. A mãe inventou uma música
há uns tempos para ajudar a decorar as letras do nome, e é assim:
Primeiro
vem o A e depois o F
Depois vem
o O e a seguir o N
Para
terminar vem o S e O
E as letras
todas juntas escrevem A-F-O-N-S-O :)
28.11.13
Estrelas - I
E são estas as outras estrelas. A varinha-estrela feita na escola no início deste ano lectivo, a cesta dos carrinhos, a minha (tua) estrela desenhada na barriga de gesso, as almofadas do sofá do teu quarto.
Estrelas. Sempre gostei tanto de estrelas que quando me pediram para te desenhar na minha barriga de gesso, pedi uma estrela. E és, a minha. A minha estrela, o meu astro rei. Por ti reformulo todas as equações. És quem me orienta desde cedo na direcção certa, na que faz bater mais forte o meu coração. Mesmo antes de saberes falar. És quem me guia, quem me reúne, quem me completa. Deste um novo sentido à minha vida e conferiste-lhe eternidade, que só é possível no coração daqueles que amam. São assim as estrelas pulsantes, vibrantes, cintilantes.
1, 2, 3, 4
1, 2, 3, 4
27.11.13
Estrelas
Os dias são frios, demasiadamente frios, mas o sol lá vai espreitando. E mesmo de fugida, conseguimos ir fazendo algumas coisas lá fora - apanhar laranjas, cortar a relva, pintar cestas. No fim-de-semana aproveitámos para arranjar espaço, espaço para a árvore na sala, espaço para os brinquedos novos que irão chegar no quarto e espaço nas gavetas para a roupa que se renova. Escolhemos coisas para dar, em bom estado e que eram do Afonso mais «bebé». A mãe arruma o resto e inventa. A cesta dos carrinhos foi limpa e ganhou vida com uma estrela. A mesma que repliquei na cesta de piquenique. E estas estrelas juntam-se a outras tão especiais cá de casa.
26.11.13
O Natal
Fizemos a árvore a oito mãos, as outras duas preparavam panquecas para o lanche. Ouvimos um disco de Natal comprado no ano passado nas feiras de velharias, com músicas intemporais que gosto tanto. Estava frio, muito frio lá fora. Abrimos os ramos por cores, desembrulhámos as bolas (carinhosamente embrulhadas em papel macio depois de cada Natal) como num ritual. A alegria das crianças durou toda a tarde e foi ampliada pela promessa desta dia muitos dias antes «No próximo fim-de-semana vamos fazer a árvore todos juntos. ». Depois disto o presépio, a cabana feita pelo bisavô Joaquim, o menino Jesus que a mamy ofereceu, as outras peças todas, e ainda um porco que arranjámos este ano, e uns bonecos dos miúdos que fizeram questão de marcar presença. O Afonso adora o presépio, diz que quer rezar ao pé dele. Eu junto-me a ele e digo para agradecermos muito, a saúde, a bênção de estar juntos, do amor e da ternura, da felicidade e do pão. E espero que um dia mais tarde, das memórias deles constem estas, o brilho das luzes, a música, o cheiro das panquecas, do crumble de maçã e do bolo de laranja, a alegria de estarmos juntos, e o amor o ingrediente de todos os dias felizes.
25.11.13
Lanidor
Imagem mailing Lanidor
O Afonso já escolheu, a mamã vai entregar.
Se tem roupa para oferecer e não sabe a quem doar, entregue na H&M. Por cada saco de roupa para dar receberá 5€ para descontar em compras de valor igual ou superior a 30€ até ao final do ano.
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