22.11.13

O melhor do meu dia

http://diasdeumaprincesa.clix.pt/p/o-melhor-do-meu-dia.html


Partilhar o melhor do meu dia é sem dúvida uma das ideias deste Primeiro Limão. Também temos chatices, ainda que as principais resolvidas, mas este é um lugar que se quer de inspiração. Partilhar dicas de poupança, de sítios para ir com os miúdos, de coisas que podemos fazer em casa com eles, muitas sem gastar dinheiro, porque acredito desde miúda que o melhor da vida é grátis. E numa altura de crise, em que é necessária uma gestão com muitos malabarismos, sobretudo em famílias numerosas, há que ser ainda mais criativo.
 

O melhor do meu dia é também o exercício preferido das pessoas mais felizes. Aquelas que param para saborear o momento e contemplar. E das que param sobretudo para agradecer.

 
O meu é o do reencontro com este filho que me enche todas as medidas. É o ir buscá-lo à escola, e vê-lo correr para mim de braços abertos e a gritar «Mamãããã», e ouvir aquele «Amo-te muito» seguido do abraço mais necessário. Faz-me sem dúvida sentir que está, apesar de todas as decisões difíceis, a crescer bem e feliz. E depois vamos para casa tomar banho, e vestir o avental para «ajudar» a mamã na cozinha, brincamos ao Legos, jantamos, lemos a história abraçadinhos e vamos para a caminha com todo o mimo, ursinho, fraldinha e mão dada à mamã até adormecer. E naquele instante mágico em que te aconchego, e te abandonas aos sonhos, nesse instante és um anjo, incapaz de birras ou amuos. O silêncio é então de paz e eu a mãe abençoada e feliz.

20.11.13

2046

 
Não podemos responsabilizar ninguém pelas nossas decisões ou felicidade a não ser nós próprios. Esta consciência dá-nos uma leveza mas também um compromisso. Não dependermos de ninguém para sermos felizes é uma vantagem e uma liberdade a que só damos valor quando nos sentimos condicionados. Mesmo que em algum momento não possamos ser livres de tomar as nossas decisões devemos caminhar nesse sentido. E viver sempre nessa verdade, a nossa verdade, não obstante as contrariedades, dificuldades ou forças contrárias. Enfrentei tantas. E se neste processo ou caminho encontrarmos alguém que caminhe ao nosso lado em perfeita sintonia, devemos ficar gratos, porque há um tempo perfeito de existir das coisas, um eu e um tu, e um espaço que se cruza na imensidão de outros espaços que compõem a nossa vida. Num filme de Wong Kar Wai alguém ontem dizia que «Tudo sobre o amor é uma questão de tempo. Não é bom encontrar a pessoa certa nem muito cedo nem muito tarde.». Essa existência cruzada que se não explica, ocasionalmente acontece. Sem certezas, sem regras, sem matemáticas, sem fórmulas de sucesso e sem segredos. É um arbitrário fruto da sorte e do acaso. Sempre existiram pessoas distraídas a tropeçarem juntas. Saber, sabemos apenas o que somos e o que queremos e aceitamos para nós. O resto é um salto de fé e de coração aberto. E é assim que encontro a certeza da leveza da tua mão fechada, um teu sorriso sem palavras, um teu olhar cheio de ternura onde tudo acontece. O tempo pára e materializa-se no que nós quisermos. Como pode o amor ter tantas formas, se a equação final é tão simples? O que procuramos nós? O sentido da vida só pode ser este, somente no amor reside a eternidade, tudo o resto é uma passagem.
 
Do que aprendi até aqui, e que podia ser tão diferente (que a vida não nos ensina a todos da mesma forma, nem ao mesmo tempo) partilho isto: Pensar que por princípio as pessoas não mudam, e não devemos ter a pretensão de as mudar. No entanto o amor tem a capacidade de fazer de nós melhores pessoas. Pensar que é necessário gostarmos de nós, muito, antes que alguém goste. E esse gostar muito, implica um respeito por nós que não devemos deixar que ninguém quebre. No entanto o amor não é egoísta pressupõe dádiva. E quanto mais damos mais felizes somos. Pensar que não devemos culparmo-nos por ter tentado, mas que devemos crescer com as nossas decisões menos certas. Pensar em orientar a nossa vida para o que nos realiza e alimenta, ela é nossa para viver. E quando for necessário recomeçar, pensar que este pode ser o tempo, e este o dia em que tudo começou.

Dia do Pijama

Imagem mailing Throttleman
 
O Afonso, à semelhança de muitos meninos, foi hoje de pijama para a escola. A causa merece, e o dia promete ser uma alegria. Até as professoras estão vestidas a rigor. O ano passado já tinham celebrado este dia com imensas actividades.
 
Mais sobre esta iniciativa Mundos de Vida aqui.

18.11.13

Passatempo Science4You - vencedores




As vencedoras do passatempo Science4You são:


Andreia Oliveira Coelho
Marta Jerónimo
 

Muitos parabéns!!!

Queiram por favor enviar as vossas moradas para o email vanessa.casais@gmail.com para o envio do prémio.

Obrigada a todos pelas participações criativas!

 

15.11.13

Kidzania


Fui com os dois, divertir-me e tomar conta dos dois. Senti-me babada e orgulhosa dos dois, colada à janela dos sítios onde não podia entrar. Mas a Kidzania não é só para as crianças. Aprendi a ser bombeira e andei no carro com eles. A Mafalda olha pelo Afonso e eu derreto-me com isso. Depois foram fazer cereais de chocolate, pizza e sumos. Conheceram as regras com que se tecem as coisas, a maneira certa, o procedimento. Tudo o resto é brincadeira, é aprender a ser crescido sem o ser de facto. Recebem ordenado pelo trabalho, gastam o dinheiro na loja à saída. Não foi a primeira vez de nenhum deles, mas foi a nossa primeira vez juntos.
Obrigada Nestum.

O bilhete familiar pode ser adquirido nos CTT ou Ticketline. Há também uma promoção no MacDonalds em que oferecem um bilhete de adulto na compra de um de criança, ao comprar um Mac Menu e um Happy Meal até 31 de Dezembro.

14.11.13

Estrelinha



Este fim-de-semana éramos seis. É que com as meninas veio a Estrelinha, a mascote da turma da Mafaldita, uma lontra de peluche que viaja todos os fins-de-semana para uma casa nova. Devíamos tirar fotografias e registar num diário que a acompanha as nossas actividades ao longo deste dias. A Estrelinha andou de skate, comeu à mesa, dormiu a sesta, ajudou-nos a fazer um bolo e foi inclusivamente connosco à Kidzania.
Esta responsabilização, o saber tomar conta, o saber assumir responsabilidades «cuidando» é fundamental ao crescimento e desenvolvimento dos nossos filhos. Com a nossa forma, muitas vezes inconsciente, de os educarmos, esquecemo-nos de lhes dar responsabilidades de forma a irem evoluindo e errando por si próprios. E não nos apercebemos muitas vezes, que eles adoram ter uma tarefa, uma responsabilidade.
Esta semana comecei a pedir ajuda ao Afonso para pôr a mesa. Ele lá foi colocando os copos de plástico, os guardanapos, o sumo, coisas simples mas necessárias, e adorou participar por se sentir parte integrante do «mundo» dos crescidos.

13.11.13

Sábado


No Sábado houve tempo para tudo, gargalhadas, birras, brincadeiras, amuos. Houve tempo para almoçar o melhor bacalhau do mundo (pelo menos do mundo dele) prometido às filhas. Houve tempo para dormir a sesta (o mais pequeno e a mãe), para andar de skate, tirar fotografias e fazer um bolo para um jantar em casa de uns amigos. Um bolo feito a dez mãos, numa cozinha cheia de boa disposição e vontade, pré-aquecida pelo forno, e aquecida por nós.

11.11.13

Como eles nos vêem


Juntámo-nos à mesa a fazer TPC, contas de pé para a Mafalda, picotar para o Afonso. E desenhos, muitos desenhos para oferecer num postal conjunto, tipo dossier, à minha sobrinha mais pequena que fazia anos. Nisto a Mafalda mostra os desenhos que fez durante a semana na escola. Fez-nos a nós, a mim e ao pai. Ele a surfar numa onda grande de mão dada à Vanessa que não sabendo surfar, sabe no mínimo voar :). Em baixo um casal de golfinhos cheio de corações. Depois desenha-nos a acampar, aos cinco, eu e o pai lá em cima de mãos dadas de novo e eles, miúdos, cá em baixo ao pé da tenda. O Afonso tem outra perspectiva, inspirada quiçá no Shrek. Desenha um carro puxado por um senhor, tipo carruagem e lá dentro o Carlos, o Afonso cavaleiro mais pequeno, a mãe rainha das penas (sabe Deus o que isto é), e a Mafalda rainha das penas mais pequena. Fora do carro uma boneca ao contrário, a Marta. Pergunto-lhe porquê e ele rapidamente me responde que a desenhou de pernas para o ar porque ela está a fazer o pino. Ela anda de facto sempre nisto. Achei um piadão. O que fica é a ternura destas coisas. É perceber como eles nos vêem. Sentir que estão felizes, que somos felizes juntos «neste molde novo», único e especial. E que o segredo disto é tão simples.

8.11.13

Passatempo Science4You



O Primeiro Limão em parceria com a Science4You tem dois kits forno solar para oferecer. Não é fantástico?

E que têm de fazer? Uma frase, poema, composição, desenho, canção, fotografia, o que vos apetecer e a vossa imaginação ditar, subordinado ao tema «Um Natal Cientifico».

Têm de ser seguidores do Limão aqui no blog e da Science4You no facebook, residentes em Portugal.

O passatempo tem inicio hoje. Devem enviar as vossas participações para o email: vanessa.casais@gmail.com até ao dia 15 de Novembro.

No dia 18 serão anunciados no blog os dois vencedores mais criativos.

7.11.13

O tal Je-ro-my-o

 
Termos espaço para tudo, mesmo com a casa cheia é essencial. Somos muitos e temos conseguido gerir bem esta disponibilidade, importante para eles e para nós. Gosto dos nossos jantares de Quinta-feira, da loucura recente das Terças, dos fins-de-semana de lotaria. É giro poder dedicar tempo a cada um de vez em quando, e é muito bom ficarmos os dois. Amanhã seremos seis ao almoço, mais de quinze para jantar, mas hoje consegui almoçar só com ela. 
Na prática deve ser isto o amor, estarmos bem em qualquer formato. E mesmo quando não estou contigo ver-te sempre em toda a parte. E tu trazes-me de surpresa um fim-de-semana aqui, e eu uma tarde de limão merengada, só porque sim. 
 

 

5.11.13

Science4You


Está a chegar o Natal e com ele a excitação e alegria dos mais pequenos com os brinquedos. Numa altura de contenção opte por oferecer prendas que os estimulem, adequadas à idade e sobretudo à carteira. Oriente os familiares para as coisas que fazem realmente falta e não ceda a todos os brinquedos da moda, que acabam por ter preços inflacionados e muitas vezes não representam grande estímulo.
Os brinquedos da Scicence4You são estimulantes, têm preços simpáticos e são sinónimo de horas de lazer e diversão garantidas.
A Science4You é uma empresa portuguesa, que foi crescendo e se internacionalizou. Faz brinquedos que promovem a aprendizagem, a descoberta e a experiência ao mesmo tempo que estimulam as crianças, e a sua curiosidade contribuindo para o seu desenvolvimento e conhecimento. Para além de terem preços acessíveis, os brinquedos são úteis e divertidos, na sua maior parte criados em parceria com a Faculdade de Ciências. Em muitas embalagens podemos ainda encontrar bilhetes para Museus de Ciência, fruto das parcerias da marca. Na verdade a Science4You não resume a sua actividade à produção de brinquedos, uma vez que aqui podemos encontrar todo o tipo de actividades de ciência desde as festas de aniversário científicas, aos campos de férias (têm agora uns para Dezembro) ou mesmo aulas de ciência experimental nas escolas.
Não deixe de visitar a loja online, e de inscrever no clube. Siga também o facebook da marca e esteja atento aos passatempos.

*** novidades para breve ***

2.11.13

As Misteriosas Cidades do Ouro

Imagem Canal Panda

Há algum tempo um amigo arranjou-nos os episódios da série «As Misteriosas Cidades do Ouro», um dos desenhos animados favoritos da minha infância. O Afonso adorou, mas os episódios traziam legendas e ele ainda não sabe ler pelo que tínhamos de estar sempre a traduzir o que as imagens não mostravam. Recentemente os desenhos começaram no Canal Panda dobrados e tem sido uma alegria rever. Paramos todos e quando não conseguimos ver em directo, vemos a repetição. São neste momento os desenhos animados preferidos da Mafaldita, e do Afonso também. Tanto detalhe, tanto pormenor, tantas coisas que se aprendem a cada episódio, transportam-me efectivamente para os locais mais doces da minha infância, o Colégio Pinheirinho, as férias na Costa. Só sinto falta do genérico com a fantástica canção, que não consigo ouvir sem cantar.

Parabéns miúda, aposto que o bolo está um espectáculo!

1.11.13

Ao futuro

Do que somos - Que no entendimento das coisas são dispensáveis palavras. Que aquilo que fazemos é o reflexo do que somos. Que como nos vemos não é exactamente como nos vêem, mas que como agimos nos define e à imagem que os outros têm de nós. De como o amor nos transforma sempre no melhor de nós próprios.

De como somos - Que já falavas comigo sem palavras, sem saberes. Que me guias sempre pelo melhor caminho e me amparas sempre quando me sinto a cair. Que és o meu rochedo e ainda assim o meu Oceano. Que o nosso amor me comove e me surpreende ainda e sempre.

Do que espero de nós - Que na impossibilidade de nada mudar tudo se mantenha. Que a felicidade não seja este lugar mas a nossa viagem. Uma de muitas.

Há uns anos atrás escrevi-me um email ao futuro, com tudo o que desejava mudar, tivesse eu coragem. Hoje lembrei-me dele.

Halloween




Felicidade é aproveitar cada momento da melhor forma, e rir e brincar muito, mesmo que isso implique estar doente. Os últimos dias tiveram coisas chatas como aerossol e tosse sombra que não vai embora, mas o que ficou foi o bom de estarmos juntos, quentinhos na nossa fortaleza. Fizemos plasticinas, pintámos, jogámos jogos, vimos imensos desenhos animados, lemos histórias, dormimos sestas, brincámos muito. Neste dia das bruxas a mãe mascarou-se e fez uns pratos assustadores para o almoço. Já o Afonso fez um desenho para o Passatempo Lanidor. Não houve cupcakes da Garrett este ano, mas foi igualmente doce. 

Recordo-me bem destes dias quando era miúda, apesar de não me recordar propriamente de estar doente, apenas de poder dormir um pouco mais, ver muita televisão, brincar todo o dia, e ter os mimos exclusivos da mãe, aqueles que curam tudo e nunca são demais. 

30.10.13

Jogos Majora - Correio da Manhã



Que delícia de colecção, vale a pena seguir o link e ver as fotografias vintage dos tabuleiros. A colecção de 15 jogos começa já no próximo Domingo dia 31 e eu vou tentar fazer completa apesar de haver um ou outro jogo que já temos. Herdei um jogo da Glória e um dominó do meu avô Zé, com os quais ainda brincamos, e tenho um Juego de la Oca, com gansos e tudo. 

A colecção é gratuita com o jornal. 

Já nos imagino a lançar dados, beber chá e a comer castanhas nos fins-de-semana de muita chuva. 

28.10.13

Dias


 
Uma loja de pão que se descobre que nos faz querer voltar sempre. Os nomes que faltavam nas toalhas, para não haver confusões. Arrumações de garagem das últimas coisas de Verão. Tirar o pó e a humidade repentina. Tirar fotografias para vender o que não se precisa. Trocar as roupas de Verão com as de Inverno nas gavetas do mais pequeno. Ver o quanto cresceu, em poucos meses. Intervalar tudo com beijos, corridas, comidas que se gosta muito. Brincar às máscaras. Estrear-me na granola caseira. Desapareceu quase toda. Só a Mafaldita dispensou porque de resto todos adoraram, com leite, iogurte, gelado ou mesmo à colher. Brincar às máscaras, ler histórias e dar mimos. Fazer trabalhos de casa, e desenhos para guardar junto ao coração. Um Afonso hiper elétrico, apesar da tosse que teima em ficar. Treinar cortar com a «tesoura» do Panda e picotar como a mamã fazia na escola um desenho feito por mim, uma esponja e um palito. Saborear Caramel Macchiato e ver corações na espuma, e nas nuvens. Um sol torrado, uma festa de anos a cinco. Gostar tanto, mas tanto de nós todos juntos e saber que Terça está a mesmo a chegar.

A dimensão das coisas é apenas a que lhes quisermos dar. E esta é relativa, por ser apenas um papel. Hoje foi mais um desses dias. Uma etapa. Um recomeço.

 

24.10.13

Workshop de sushi



No Domingo, no regresso, fomos a um worshop de sushi do Orienta-te no Petis.co, bem perto de casa e com vista para o mar. O voucher deu-nos acesso a um final de tarde bem divertida e a um jantar preparado por nós com a orientação do chef António Muniz, que, para além de ser um excelente profissional, é uma simpatia. Confesso que fui para lá cheia de receio, mas o workshop superou as minhas expectativas, e varreu os meus receios de me aventurar sozinha. Começámos por aprender a seleccionar e cortar o salmão, e a fazer e temperar o arroz tipo japonês, enquanto apreciávamos um fantástico chá de gengibre. Depois aprendemos a fazer Hosomaki fino enrolado que é aquela peça tradicional enrolada com a alga por fora, Nigiri abraçar com a mão, peça que tem arroz em baixo e uma fatia de peixe por cima, Temaki mão enrolado que é um cone de alga com arroz e peixe no interior e Uramaki fora enrolado, para mim o mais difícil de fazer, e que consiste num enrolado com arroz no exterior. Durante a tarde pudemos ainda observar o processo de lavar o arroz, fizemos um brinde típico servido pela esquerda, e terminámos com a eleição do melhor prato.

No final de uma semana com inúmeras refeições peixe e de sushi, e um fim-de-semana em Sesimbra, já só sonhávamos com um belo bife. 

próxima refeição japonesa para os miúdos será provavelmente feita em casa, e mesmo não tendo um cunho profissional será certamente deliciosa.

23.10.13

Brinquedo eco friendly

Imagem daqui

Gosto desta banca de mercado para crianças por diversas razões, sendo que a primeira é o brinquedo em si, que permite recriar as "coisas dos crescidos" em jeito de brincadeira. O Afonso adora fazer compras com o carrinho dele, passar tudo na máquina registadora e pagar com as suas notas e moedas a fingir. E estes teatros, que adoro fazer com ele, são óptimos para o  seu desenvolvimento. Afinal é imitando-nos que aprendem a fazer e crescem. Mas o que me leva a gostar mesmo muito deste brinquedo é o material, o cartão. Não só porque se torna um brinquedo muitíssimo económico como porque promove uma cultura de reciclagem e de não desperdício que devia fazer cada vez mais parte da nossa mentalidade e do nosso vocabulário.

Quantas vezes compramos brinquedos de plástico, duráveis e monumentais mas que ao fim de um ano ou dois se tornam obsoletos para as crianças? E o que fazemos com eles depois? Guardamos na garagem, tentamos vender, ou oferecemos a um amigo. Em último caso deitamos fora.

Não tem muito mais graça ao fim de um ano ou dois, recortar o cartão e fazer umas máscaras de carnaval, ou desmontar e colocar no ecoponto?

22.10.13

O mar, o vento


Se eu pudesse trazia na bagagem a comida que mais gostei de todos os lugares que conheci. Adoro ser turista no meu país. Quanto mais conheço Portugal mais me apaixono por ele, pelas suas tradições, gastronomia, paisagem, hotelaria. De Sesimbra trouxemos licor, mel, pólen, abóbora cor de mel, e o coração tão cheio de coisas essenciais. Adormecer com o barulho das ondas, andar descalça na areia e fechar os olhos para o sol em Outubro. Ouvir as gaivotas a rasgar o céu azul. Comer peixe tão fresco e sopas tão ricas. Ler Corto Maltese a sentir o sol queimar as bochechas. Lutar contra o cansaço que teimosamente acumulei. Anoitecer sobre a maré e o teu olhar atento. E ter a certeza que aquilo que somos, fomos apenas até aí. É assim que sou agora e é assim, só assim que estou bem.


"[...]
Escuta, Amor 
Quando damos as mãos, somos um barco feito de oceano, a agitar-se sobre as ondas, mas ancorado ao oceano pelo próprio oceano. Pode estar toda a espécie de tempo, o céu pode estar limpo, verão e vozes de crianças, o céu pode segurar nuvens e chumbo, nevoeiro ou madrugada, pode ser de noite, mas, sempre que damos as mãos, transformamo-nos na mesma matéria do mundo. Se preferires uma imagem da terra, somos árvores velhas, os ramos a crescerem muito lentamente, a madeira viva, a seiva. Para as árvores, a terra faz todo o sentido. De certeza que as árvores acreditam que são feitas de terra. 
Por isto e por mais do que isto, tu estás aí e eu, aqui, também estou aí. Existimos no mesmo sítio sem esforço. Aquilo que somos mistura-se. Os nossos corpos só podem ser vistos pelos nossos olhos. Os outros olham para os nossos corpos com a mesma falta de verdade com que os espelhos nos reflectem. Tu és aquilo que sei sobre a ternura. Tu és tudo aquilo que sei. Mesmo quando não estavas lá, mesmo quando eu não estava lá, aprendíamos o suficiente para o instante em que nos encontrámos. 
Aquilo que existe dentro de mim e dentro de ti, existe também à nossa volta quando estamos juntos. E agora estamos sempre juntos. O meu rosto e o teu rosto, fotografados imperfeitamente, são moldados pelas noites metafóricas e pelas manhãs metafóricas. Talvez outras pessoas chamem entendimento a essa certeza, mas eu e tu não sabemos se existem outras pessoas no mundo. Eu e tu declarámos o fim de todas as fronteiras e inseparámo-nos. Agora, somos uma única rocha, uma única montanha, somos uma gota que cai eternamente do céu, somos um fruto, somos uma casa, um mundo completo. Existem guerras dentro do nosso corpo, existem séculos e dinastias, existe toda uma história que pode ser contada sob múltiplas perspectivas, analisada e narrada em volumes de bibliotecas infinitas. Existem expedições arqueológicas dentro do nosso corpo, procuram e encontram restos de civilizações antigas, pirâmides de faraós, cidades inteiras cobertas pela lava de vulcões extintos. Existem aviões que levantam voo e aterram nos aeroportos interiores do nosso corpo, populações que emigram, êxodos de multidões famintas. E existem momentos despercebidos, uma criança que nasce, um velho que morre. Dentro de nós, existe tudo aquilo que existe em simultâneo em todas as partes. 
Questiono os gestos mais simples, escrever este texto, tentar dizer aquilo que foge às palavras e que, no entanto, precisa delas para existir com a forma de palavras. Mas eu questiono, pergunto-me, será que são necessárias as palavras? Eu sei que entendes o que não sei dizer. Repito: eu sei que entendes o que não sei dizer. Essa certeza é feita de vento. Eu e tu somos esse vento. Não apenas um pedaço do vento dentro do vento, somos o vento todo. 
Escuta, 
ouve. 
Amor. 
[...]"
José Luís Peixoto in "Abraço"

Oeiras Parque



Estas e outras actividades no mês de Outubro, aqui.

21.10.13

Super


Estamos a decorar um dossier para a escola. Decidimos fazer uma capa de super-heróis, com um Afonso «Supersurfer» que ele próprio inventou, em cima de uma prancha (neste caso skate) por sua vez em cima de uma onda e com direito a capa e tudo.

Os restantes autocolantes, balões e interjeições têm tudo a ver com BD, livros, desenhos animados, vilões e finais felizes. Para fazer o título procurei uma fonte do Super Homem para Word, não tendo encontrado exatamente o que queria acabei por encontrar muitas outras bem giras neste site, onde têm inclusivamente o tipo de letra dos vários desenhos animados, do Mickey às Turtles, o download é gratuito e vale a pena uma visita.