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31.12.18

Ainda do Natal


A poucos dias do Natal fui ao lançamento do livro «Natal em Palavras» uma colectânea de contos de Natal, da Chiado Editora, em que participei. Foi no Hotel Pestana Palace e pela primeira vez tive o Afonso comigo num lançamento, aliás os dois. Sabe bem partilhar estes momentos com eles, e calhou bem porque convidaram um coro infantil para cantar músicas de Natal e eles adoraram essa parte. 

O que ela já não acha tanta graça é mesmo ao Pai-Natal, foge dele a sete pés. Mesmo tendo vindo pelo segundo ano consecutivo a nossa casa, não há modo de conquistar esta miúda. Ela até escreve a carta, até fala imenso dele mas depois vence o medo. 

Por falar em cartas recebemos por email a resposta da Imaginarium e por correio a resposta do Pai-Natal dos CTT. Pelo correio também chegou a revista «Dá a mão à floresta», uma revista pertencente à Navigator. Para receberem esta revista mensal gratuita, que traz jogos, imagens para colorir, e no Natal até trazia enfeites para a árvore, basta (um adulto) enviar um email para ola@daamaoafloresta.pt a autorizar.

O que não é para adultos é a «cerveja» a fingir do Harry Potter que encontrei à venda na Flavers. A imitar a do filme, sabe mais a um refrigerante de baunilha do que propriamente a cerveja e é mesmo para crianças. De lá trouxe também aqueles feijões com saberes esquisitos. A loja tem outros artigos do filme e vende online também. 

Este foi sem dúvida o Natal do Harry Potter cá em casa. Para além dos artigos da Flavers, o Afonso ganhou a colecção dos filmes (um óptimo investimento porque passo a vida a alugá-los); um livro; Legos do filme, uma manta e uma almofada e um porta chaves. 

27.12.18

Das tradições


Eu adoro tradições. Temos várias que iniciámos quando ficámos juntos e que, por nos fazerem felizes, fazem todo o sentido perpetuar. 

Gosto de fazer árvore ao som do vinil que comprámos juntos numa feira de velharias no nosso primeiro Natal juntos. O primeiro e mais perfeito, porque mesmo estando tudo do avesso nas nossas vidas eu estava pela primeira vez com o coração no lugar certo

Fazer o peru recheado para a ceia e a missa do galo, eram dois desejos antigos meus, que nunca tinha concretizado. Quando ficámos juntos tu disseste-me para fazermos o Natal como sempre sonhámos, e nele incluíste os meus desejos. Tínhamos pouco dinheiro nesse Natal mas recebemos, por responder a uns questionários, uns vales de um hipermercado e fizemos uma ceia de Natal digna de filme. Deixámos o peru a banhos com laranja de véspera, recheámos-lo a preceito e eu fiz uns papelotes para as pernas. 

Quanto à missa do galo, nunca conseguimos ficar até ao fim, os miúdos ficam com sono e pedem para voltar. No entanto vamos, a três, a quatro ou a seis, vamos sempre agradecer pelo ano, pela saúde e pela família linda que construímos. Gosto quando ocupamos todos uma fila e de ver como a comunidade se reúne e deixa o conforto das suas casas para se encontrar nesta outra. É um momento muito importante para mim. 

Quanto ao presépio, que só cresce, começou com a manjedoura do menino Jesus feita pelo meu bisavô e pelo menino Jesus que a minha mãe me ofereceu quando comprei a minha primeira casa, foi-se compondo com as inúmeras peças que encontrei no anexo devoluto desta casa e que limpei muito bem e coloquei a uso, e tem crescido com as peças que vamos comprando juntos, nas viagens que fazemos. 

A fotografia ao pé da árvore que começou com eles pequeninos, sorridentes e de pijama, tornou-se com os anos uma coisa muito mais arrojada. Os miúdos não têm tanta paciência, ficam impertinentes e mal a máquina dispara correm para o tripé destruindo logo o enquadramento que demorou meia hora a arranjar. Depois é o Afonso que quer o lugar da Marta, o Carlos que não sorri e está sempre com ar sério, a Constança que faz uma birra, e é logo um cinema para tirar uma simples foto. No entanto é daquelas coisas que adoro fazer porque consigo ver o quanto cresceram e o quanto crescemos enquanto família e esse passar dos anos só vem cimentar o que temos. 

O que mudou este ano? Pouca coisa. Este ano tivemos uma árvore nova que fizemos ao som do itunes, mas tirámos a tradicional foto em família, fizemos na mesma o presépio que só cresce e juntámos desenhos aos bombons das professoras. Não tivemos as meninas na véspera por isso fizemos apenas meio peru e não fomos à missa porque a Constança estava doente.

No dia 25 fomos comer o tradicional cozido a casa dos meus pais (embora eu não aprecie muito) e à noite abrimos de novo as prendas com elas.

E por aí seguem a preceito as tradições?

Outros Natais: 2017; 2016; 2015; 2014; 2013; 2012

21.12.18

Natal cá em casa


Este Natal voltei a entusiasmar-me pelas decorações de Natal. Costumamos adicionar um a dois enfeites à colecção, fazemos árvore e presépio e colocamos uma coroa na porta e um centro na mesa feito por mim. Tempos houve em que a coroa também era feita por mim, com ramos do jardim. 

O presépio tem para mim um valor sentimental maior, pelo que representa mas também pela história que temos contruído com ele. É quase como se contasse a história da minha vida por trechos. A cabana feita pelo meu bisavô Joaquim, que não cheguei a conhecer. O menino Jesus que a minha mãe me ofereceu quando comprei a minha primeira casa. E era isto. Não tinha mais nada. Entretanto comprei esta casa e no anexo devoluto estavam abandonadas inúmeras figuras de presépio. Limpei-as muito bem e dei-lhes uma nova oportunidade. Entretanto separei-me e quando fiquei com o Carlos criámos este ritual de ir comprando uma peça aqui, outra ali. Quando vemos em feiras de antiguidades em bom estado trazemos, do Porto trouxemos figuras novas, do Alentejo, do Algarve e até de Marrocos trouxemos. Qualquer dia as figuras não cabem no móvel da entrada. Acho que os meus filhos herdaram o meu gosto por ele. Quando conto isto lembro-me sempre da história encantadora do historiador José Hermano Saraiva que ofereceu a primeira peça à sua esposa, então namorada, aos 20 anos, e foi aumentando a colecção ao longo da sua vida. 

Este ano, talvez motivada por ela que delira com tudo isto, os outros enfeites voltaram a fazer sentido. Encontrei umas placas na Tiger por 1€ que dão cor à nossa entrada e coloquei uns pinheiros do E. Leclerc no nosso aparador. Se eu fosse o Pai-Natal parava aqui de certeza!

E vocês, também decoram a casa toda ou o advento resume-se à árvore e já é muito?

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14.12.18

Carta ao Pai Natal



Quando o Afonso era criança eu escrevia sempre a carta ao pai Natal com ele. Escrevíamos ao Pai Natal dos CTT, ao pai Natal francês e também para a Finlândia. Por vezes recebíamos a resposta no Verão e o pai-natal pedia desculpa por não ter escrito antes, por falta de tempo. Dizia que andava a banhos e a descansar. Era sempre uma alegria.* 

O modelo que eu usava era o da imagem acima, o mais tradicional da Internet. Ele pintava e eu escrevia. Este ano, fui tirá-lo do baú para a Constança. Adorou. Já não fomos a tempo de escrever para o francês, mas entregámos a carta nos CTT, e também na Imaginarium que este ano tem uma iniciativa para os membros do Club. Os meninos que entregarem a carta no saco que está disponível nas lojas terão uma resposta no Natal!

A Ludilabel, marca da qual sou orgulhosa embaixadora, tem disponível para download no blog uma carta giríssima para o pai natal, espreitem aqui. E o curioso é que começa por pedir uma auto-avaliação por parte das crianças que até são convidadas a descrever as principais marotices. Um óptimo exercício de auto-crítica! Não posso porém deixar porém de recomendar as etiquetas de Natal para colocar nos presentes, aqui, que são as mais giras da blogosfera. (Ao seguirem este link têm 10% de desconto na 1ª encomenda).

Nas minhas pesquisas online dei com estes modelos de carta para imprimir na Pumpkin. Encontrei também um artigo muito curioso do casal mistério sobre cartas que as crianças escreviam ao pai Natal no inicio do séc. XX. Podem ler mais sobre o assunto aqui.

* Outras moradas aqui.

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28.12.17

Natal


Tantas vezes a vida se encarrega de nos lembrar o que realmente importa e tantas vezes optamos por não ligar e entramos no piloto automático, na engrenagem de agradar a todos e de nos esquecermos de nós. Lia no outro dia num romance que os ocidentais tendem a priorizar o amor. Tendem igualmente a colocar os seus desejos pessoais em frente aos da sua comunidade, do seu líder ou mesmo da sua família. No Oriente é o oposto. Deve-se respeito e fidelidade ao líder, e a toda uma hierarquia social e familiar, o individuo e as suas necessidades pessoais vêm depois. Já nem falo das mulheres. Ali o suicídio é uma forma coragem, de honrar um compromisso. Mas nos grandes romances Ocidentais, corajoso é o que segue o seu coração, o suicídio é uma cobardia e o amor é sempre o grande vencedor. Aqui priorizamos o individuo, as suas necessidades e ambições. Mas priorizamos mesmo? É de facto assim?

É talvez por isso que valorizo tanto o nosso Natal e recordo com tanto carinho o mais simples de todos, o nosso primeiro. Na altura tudo era ainda muito complicado, o primeiro Natal depois de um divórcio nunca é fácil. Não tínhamos muito dinheiro (não que agora tenhamos), a família próxima não apoiava a nossa decisão. No entanto, estávamos juntos e tínhamos essa certeza, a de que estávamos a priorizar o nosso amor. Recordo-me que naquele ano fizemos um inquérito presencial e recebemos cada um, um cartão presente, que nos permitiu um fausto manjar na noite de Natal e passagem de ano. Foi uma sorte. Tinha comprado um disco de Natal nas velharias que passámos os dias a ouvir. Estávamos só três no dia 24 mas nem por isso foi menos especial. No dia 25 dormi uma sesta natalícia a ver o Star Wars que ainda hoje guardo com muito carinho.

Agora somos muitos. A vida descomplicou-se mas as exigências aumentaram. É uma casa cheia de crianças. As prendas. Tantas prendas para os miúdos e para nós que se perde o essencial. As tradições que eu gostava que não se tornassem obrigações. Porque todos gostam de peru, de ver a fotografia ao pé da árvore passados uns anos e mesmo da missa do galo, mas não tem de ser sempre igual. Se para o ano todos quiserem bacalhau, bacalhau será. O mais importante será estarmos juntos. O mais importante será sempre o amor.

Este ano o Carlos mascarou-se de Pai-Natal para a Constança, ela não o reconheceu e foi uma risota. O dia voou entre fazermos o peru, os biscoitos, receber família e fomos tirando fotos quando calhava. No final da noite fomos até à igreja da Parede à missa do galo e quando chegámos estava tudo guerreado.

Outros Natais, aqui, aqui e aqui.

12.12.17

Dezembro



Dezembro trouxe o frio, as primeiras constipações, a primeira otite, o primeiro antibiótico e as primeiras noites muito mal dormidas. Não gosto dos dias tão curtos, das gripes e dos dedos das mãos e dos pés gelados. Mas gosto de sentir do raiar do sol quando acordo os miúdos, do café a ferver de manhã, das mantinhas no sofá a ver televisão ao fim do dia, do chocolate quente à tarde e das sopas reconfortantes que temos feito.

No outro dia fui almoçar com uma amiga ao Fika, em frente ao meu trabalho. Tínhamos a oferta de uma sopa mas palavra que nunca imaginei que seria tão fantástica. Gostei tanto que encomendei três para o jantar. Desde aí tenho caprichado nas de lá de casa. Junto-lhe iogurte natural, vinagre balsâmico, crûtons, frutos secos, cogumelos salteados, pólen. Enfim, o céu é o limite. Utilizo quase todos os legumes do cabaz da fruta feia e mais alguns. Faço o creme na Bimby e junto os ingredientes depois. 

Mas se por um lado me porto bem, por outro estrago tudo :). Abriu na Parede um restaurante mexicano, Passión Mexicana, e ficámos fãs. Fomos com uma colega e já voltámos os dois pelas enchiladas que são de chorar por mais. Tem cartão de cliente que dá direito a desconto e diz que às Terças tem mariachis. 

Este ano demorei a entrar no espírito de Natal, ainda nem tirámos a nossa tradicional foto de família ao pé da árvore, nem tão pouco enviei os postais. Fiz a árvore com os miúdos e o presépio já ia o mês quase a meio e fui comprando aos poucos as prendas que faltavam. Participei numa campanha da Showroomprive e pude usar um vale num presente para mim, encomendei umas UGG lindas e super confortáveis. Deram-me 10 vales para distribuir com 20% de desconto para primeiras encomendas. Ainda tenho 5 por isso quem estiver interessado deixe mensagem que eu envio. 

A minha mãe trouxe uma coroa para a porta e barro para o centro de mesa que fiz apenas no dia 24. Biscoitos de Natal só fiz mesmo no dia 25 e sem ajudantes, que preferiram ir jogar à bola para o jardim e só ajudaram naquela parte final que é comê-los quando saem do forno :).

Entretanto rendi-me às compras online, sobretudo do Ebay, que são tão em conta e sem filas. O único problema é o tempo que as coisas demoram a chegar. Tenho alguns miminhos em trânsito que só devem chegar pelos Reis. No entanto recebi os Reels para o View Master 3D do Star Wars para dar ao Afonso, umas meias com estrelinhas para ela, e filmes para a Instax mini a preto e branco para mim. Também encomendei uns patches para os casacos e camisolas do Afonso do Star Wars e do Harry Potter por poucos cêntimos.

Numa feira da bagageira em Carcavelos descobri mais Reels para o view master, uma bebé linda com pele de pêssego e umas peças antigas mas muito bem pintadas e conservadas para o nosso presépio que tem já 51 peças.

Um casal amigo fez 20 anos de casados e fomos festejar com eles à Expo. Nesse dia todos estavam contentes por ir almoçar pizza. Estava um dia lindo e a Constança lá andou a passear e derreti-me a vê-la com o irmão. Sempre aos abraços e beijinhos.

Também experimentámos fazer um albúm digital na Saal digital, através de uma promoção que têm a decorrer no Instagram. Foi fácil, rápido, cómodo e gratuito através desta campanha. Só posso falar bem e recomendar!

Já voltei às minhas malhas fiz um cachecol para ela e um igual para o seu bebé, que ela quer sempre vestir-lhe coisas. Também fiz uns pompons para umas luvinhas que não tinham graça nenhuma, mas é raro conseguir que as calce.

O pai cá de casa fez anos e jantámos todos e soprámos as velas. O dia foi especial apesar de não incluir surf. A mana mais velha ficou de babysitter e fomos ver a antestreia do novo Star Wars. Tirei um dia de férias depois do Natal e voltei ao cinema mas com o Afonso e vi o filme de novo.

Nas férias de Natal também fomos ao Algarve visitar os pais do Carlos e irmã. É sempre uma aventura viajarmos os seis sobretudo quando ela chora no carro.

Descobri um bolo fantástico italiano, um Panettone da Loison, através da Raquel. Falei com o revendedor e encontrei um sítio que vendia bem perto de nós. O bolo é excelente, a massa, o recheio mas a embalagem então é fabulosa. Há imensos sabores e recheios o difícil é mesmo escolher.

A minha mãe arranjou-me uma agenda para 2018 daquelas que eu gosto, do tamanho certo e com argolas e confesso que já me anda a apetecer escrever nela. Nada como fazer um balanço e recomeçar. Há qualquer coisa nesta história de se mudar o ano que se presta a isto, a recolocar na agenda os sonhos e projectos adiados.

Este mês estragaram-se o rádio do carro, a máquina do café, e outras quantas coisas que tivemos de substituir. Até as coisas nos recordam que tudo é efémero.
Que venha o novo ano com novos desafios!